
Santa Maria, 03 Out (Inforpress) – O Congresso da Confederação Africana de Voleibol (CAVB) arrancou hoje, no Sal, com a participação de representantes de 54 países africanos, num encontro destinado a analisar os desafios da modalidade e definir prioridades para os próximos dois anos.
Na cerimónia de abertura, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV), António Rodrigues, destacou a importância de Cabo Verde acolher o encontro continental e defendeu o reforço da cooperação entre as federações africanas.
“Receber o Congresso da Confederação Africana de Voleibol é uma grande felicidade para o nosso país”, afirmou António Rodrigues, assegurando que Cabo Verde recebe os participantes “com o seu coração, a sua cultura e o seu profundo abraço à fraternidade africana”.
O dirigente lembrou que Cabo Verde, enquanto país arquipelágico, possui uma experiência particular na aproximação de comunidades e na construção de unidade apesar das distâncias, considerando que esta realidade confere um significado especial ao encontro.
António Rodrigues defendeu a construção de “um voleibol africano mais forte, mais acessível e mais presente na vida” das novas gerações.
O presidente da FCV considerou que o tema do Congresso, centrado numa África do voleibol unida, no desenvolvimento da modalidade e na inspiração do continente, constitui uma responsabilidade colectiva que deve traduzir-se em medidas concretas nas federações e em melhores perspectivas para os atletas.
Na sua intervenção, agradeceu à CAVB pela confiança em Cabo Verde para acolher o Congresso, bem como à Federação Internacional de Voleibol (FIVB), às autoridades cabo-verdianas, à Câmara Municipal do Sal, patrocinadores e demais parceiros.
Por seu lado, a presidente da CAVB, Bouchra Haij, afirmou que o Congresso deve servir para “dar orientações, tomar decisões e abrir novas perspectivas para o voleibol africano”.
A dirigente salientou que as decisões tomadas devem ter como principal referência os atletas, treinadores, árbitros e dirigentes que trabalham diariamente para desenvolver a modalidade.
“É para eles que estamos aqui, é para eles que devemos agir”, afirmou.
Bouchra Haij defendeu que a unidade do voleibol africano deve traduzir-se em “mais oportunidades, mais resultados e mais esperança”, sublinhando o potencial do continente, a juventude e os talentos existentes.
A presidente da CAVB reconheceu, entretanto, as dificuldades enfrentadas pelas federações nacionais, nomeadamente a limitação de recursos, a insuficiência de infra-estruturas, os custos das deslocações e a necessidade de financiamento e apoio governamental.
Para os próximos dois anos, apontou como prioridades o aumento das competições para a juventude, o reforço da formação das federações, mais oportunidades para as mulheres, o desenvolvimento do voleibol de praia, maior visibilidade para os atletas e a inovação digital.
O Congresso decorre durante dois dias em Santa Maria e reúne representantes das federações nacionais dos 54 países africanos, devendo centrar os trabalhos nas estratégias de desenvolvimento do voleibol e do voleibol de praia no continente.
NA/AA
Inforpress/Fim
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