Fórum dos Museus: Unesco defende reforço da investigação, preservação e aproximação às comunidades (c/áudio)

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Fórum dos Museus: Unesco defende reforço da investigação, preservação e aproximação às comunidades (c/áudio)
28/07/26 - 06:01 pm

Cidade da Praia, 28 Jul (Inforpress) - A Comissão Nacional da Unesco defendeu hoje a urgência de reforçar a investigação científica, proteger os acervos museológicos e criar uma maior aproximação às comunidades e escolas em Cabo Verde.

A posição foi defendida pelo secretário-executivo da Comissão Nacional da Unesco, José Évora, à margem do Fórum dos Museus 2026, evento promovido pelo Banco de Cabo Verde (BCV) sob o lema “Museus unindo um mundo dividido”, no âmbito das comemorações do 50.º aniversário do Banco Central e do 3.º aniversário do Museu do Banco de Cabo Verde (MBCV).

Segundo a mesma fonte, a necessidade de proteger as colecções contra o tráfico ilícito, investir na investigação científica e aproximar as estruturas museológicas dos jovens e das escolas são as principais prioridades.

José Évora explicou que aproveitou a reunião de especialistas nacionais e internacionais para socializar a Recomendação de 2015 da Unesco sobre a protecção e promoção dos museus e das colecções, sublinhando a urgência de alinhar as práticas nacionais com as directrizes internacionais.

“Trata-se de um documento não vinculativo, mas é um apelo que a Unesco faz aos Estados-membros no sentido de levarem em conta estas recomendações produzidas por especialistas para conduzir a bom porto as suas estruturas museológicas”, frisou.

Na sua intervenção, o secretário-executivo colocou especial ênfase nos três pilares fundamentais da Unesco para os museus, nomeadamente a preservação, a investigação e a educação, alertando, no campo da preservação, para o cuidado rigoroso com o acervo perante a ameaça crescente do tráfico ilícito à escala global.

Já sobre a investigação e a educação, lembrou que “o património que não se dá a conhecer deixa de o ser”, apelando aos gestores para que incentivem pesquisas sobre o seu espólio e o coloquem directamente ao serviço das escolas.

Ao abordar a realidade nacional, José Évora apontou a escassez de recursos humanos com competências técnicas específicas e a baixa adesão do público como os dois maiores desafios do sector em Cabo Verde. 

Para superar esta fraca frequência física nos espaços museológicos, a mesma fonte defende que as estruturas devem fazer uma aproximação pedagógica junto das comunidades e das escolas, de forma a atrair e incentivar a juventude a reflectir sobre a memória exposta.

Para concluir, José Évora fez ainda questão de sublinhar a importância do processo de candidatura do antigo Campo de Concentração do Tarrafal (Museu da Resistência) a Património Mundial da Humanidade, considerando vital continuar a divulgar este marco histórico junto de toda a sociedade cabo-verdiana.

Criado há três anos, o Museu Banco de Cabo Verde tem por missão valorizar o património cultural, a promoção do conhecimento e o fortalecimento do papel dos museus enquanto espaços vivos de cidadania, educação e desenvolvimento.

O evento reúne especialistas, investigadores e instituições de referência para discutir os desafios e oportunidades que se colocam aos museus e ao património cultural na sociedade contemporânea.

SC/HF

Inforpress/Fim

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