
Chã das Caldeiras, 29 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, Manuel Teixeira, defendeu hoje um equilíbrio entre a preservação dos recursos naturais e a criação de oportunidades para as comunidades através do turismo rural e de natureza.
Ao intervir na IV Conferência Internacional de Turismo Rural e de Natureza, realizada em Chã das Caldeiras, Manuel Teixeira afirmou que acolher o evento constitui uma oportunidade para mostrar ao mundo a identidade do Fogo, o seu património e aquilo que a ilha pode construir através do turismo.
Segundo o edil de Santa Catarina do Fogo, território, natureza e comunidade são três elementos fundamentais a considerar na promoção do turismo rural e de natureza, sublinhando que este segmento não se resume às paisagens, alojamentos ou actividades turísticas, mas valoriza sobretudo as pessoas, a sua hospitalidade, simpatia e capacidade de resistência.
Manuel Teixeira destacou a história das comunidades de Chã das Caldeiras que, ao longo dos anos, transformaram a diversidade em força, a terra vulcânica em produção e a paisagem em património e oportunidade.
O Parque Natural do Fogo, acrescentou, constitui um património natural de grande importância para a biodiversidade, a paisagem e as actividades económicas das comunidades, pelo que a sua preservação deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento económico.
“Precisamos encontrar um equilíbrio entre a protecção dos nossos recursos naturais e a criação de oportunidades para as pessoas que vivem e visitam este território”, defendeu.
Para o edil, o turismo rural pode contribuir para diversificar a economia da ilha, gerar emprego, estimular o empreendedorismo, aumentar a produção agrícola, fortalecer a gastronomia e o artesanato, incentivar a conservação do património natural e cultural e criar oportunidades para os jovens.
Manuel Teixeira defendeu, igualmente, que a inovação deve caminhar lado a lado com as práticas tradicionais, permitindo ao Fogo promover os seus produtos e experiências junto de novos mercados.
Por sua vez, a representante do Banco Mundial, Indira Campos, afirmou que o futuro do turismo em Cabo Verde depende de um crescimento mais diversificado, inclusivo e resiliente, capaz de gerar emprego e proteger o património natural e cultural.
Segundo a responsável, a transformação digital e a inteligência artificial podem modernizar a gestão dos destinos, melhorar a experiência dos visitantes e reforçar a protecção dos recursos naturais, ampliando, simultaneamente, oportunidades para comunidades, micro e pequenas empresas, jovens e mulheres.
Indira Campos anunciou que o Banco Mundial apoia investimentos em seis ilhas através do projecto de desenvolvimento do turismo resiliente e da economia azul, com foco em infra-estruturas, apoio às pequenas e médias empresas e reforço das políticas públicas e regulamentação.
Na ilha do Fogo, destacou o apoio à requalificação da orla marítima de Queimada Guincho, nos Mosteiros.
A responsável informou ainda que, através do projecto Cabo Verde Digital, foram asseguradas ligações à internet em oito escolas do Fogo, sendo quatro em São Filipe, duas em Santa Catarina e duas nos Mosteiros, abrangendo alunos e professores com recursos e ferramentas de aprendizagem digital.
JR/HF
Inforpress/Fim
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