
São Filipe, 11 Jul (Inforpress) – O ministro da Justiça, Clóvis Silva, fez um balanço positivo da visita de trabalho à região Fogo/Brava e considerou que a deslocação permitiu consolidar ideias e recolher contributos para melhorar o funcionamento dos serviços do seu ministério.
Depois de se reunir com a comunicação social, Clóvis Silva visitou a Cadeia Regional da Betânia que recebe reclusos das ilhas do Fogo e Brava, onde voltou a defender a sustentabilidade dos estabelecimentos prisionais de modo a garantir que gastem o mínimo possível do dinheiro dos contribuintes.
A capacidade da Cadeia Regional está no limite e o ministro defendeu que não se pode continuar a aumentar a cadeia, mas que é preciso criar condições para evitar que as pessoas sejam presas.
Ao fazer o balanço da sua visita, o titular da pasta da Justiça disse que a presença da equipa ministerial foi bem acolhida pelas instituições e pelas comunidades, que reconheceram a abertura do ministério para ouvir os diferentes intervenientes e construir soluções de forma participativa.
Clóvis Silva afirmou que os encontros realizados com magistrados, oficiais de justiça, assistentes dos cartórios, presidentes de câmaras municipais, vereadores e eleitos municipais foram fundamentais para amadurecer propostas e identificar prioridades para o sector.
"Ouvimos muitas sugestões e sentimos que as pessoas perceberam que estamos ao seu serviço, com boas intenções e sensibilidade para fazer as coisas de forma diferente", afirmou.
O ministro sublinhou que o Governo pretende imprimir um novo dinamismo ao sector, assegurando que as mudanças identificadas não ficarão apenas no papel.
"Vamos levar daqui aquilo em que acreditamos e que, em muito pouco tempo, vamos concretizar", garantiu.
Clóvis Silva defendeu que a vontade política, aliada à competência e à motivação da equipa, será determinante para alcançar os objectivos traçados, acrescentando que não pretende esperar vários anos para apresentar resultados.
O governante manifestou ainda o desejo de deixar um legado que permita dar continuidade às reformas no sector da justiça, afirmando que a sua maior satisfação será concluir o mandato com a certeza de ter contribuído para criar um caminho sólido para quem vier a assumir a tutela da pasta.
JR/HF
Inforpress/Fim
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