
São Filipe, 11 Ago (Inforpress) – O Hospital Regional São Francisco de Assis, em São Filipe, enfrenta um défice de recursos humanos, médicos e enfermeiros, que limita a sua capacidade de resposta, necessitando de pelo menos mais três médicos clínicos gerais e dez enfermeiros.
A informação foi avançada hoje pela direcção do hospital durante a visita do ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, às estruturas de saúde da cidade de São Filipe, tendo sido apontada igualmente a necessidade de reforçar a unidade com médicos especialistas, particularmente na área de traumatologia, com missões regulares
Actualmente, o Hospital Regional São Francisco de Assis funciona com 11 médicos, entre clínicos gerais e especialistas, dos quais nove são provenientes da cooperação cubana, e dispõe de 27 enfermeiros.
Segundo a direcção da unidade hospitalar, o quadro existente é insuficiente para responder às necessidades, sendo prioritário o recrutamento de mais três médicos clínicos gerais e dez enfermeiros.
O ministro da Saúde reconheceu que os recursos humanos constituem actualmente o principal constrangimento do Hospital Regional de São Filipe, situação que, segundo afirmou, não é exclusiva da ilha do Fogo, mas afecta os hospitais regionais e centrais a nível nacional.
“Temos um défice enorme de médicos e especialistas a nível nacional”, afirmou Lúcio Fernandes, explicando que, nos últimos anos, o país formou um número reduzido de especialistas, o que contribuiu para a actual carência de profissionais.
No âmbito da cooperação com Cuba, Cabo Verde deverá receber 66 médicos especialistas, estando previsto o reforço do Hospital Regional São Francisco de Assis com quatro especialistas: um médico de medicina interna, um pediatra, um anestesista e um endocrinologista.
Apesar deste reforço, o ministro defendeu que a solução de longo prazo passa pelo aumento da formação de especialistas no próprio país, adiantando que o processo deverá arrancar ainda este ano.
Além dos recursos humanos, a direcção do Hospital Regional identificou como outras necessidades prioritárias a reabilitação do bloco e da área de cirurgia, visando melhorar as condições de funcionamento e a capacidade de atendimento da unidade.
Em relação às condições físicas, Lúcio Fernandes considerou que o hospital apresenta uma situação favorável, por se tratar de uma infraestrutura construída recentemente e com boas condições.
Durante a visita, o ministro deslocou-se também à Delegação de Saúde de São Filipe, instalada num edifício construído em 1937 e que se encontra, segundo o governante, num estado avançado de degradação.
Lúcio Fernandes admitiu a possibilidade de reabilitação do edifício e a sua transformação numa Delegacia de Saúde e num centro de saúde, considerando que a localização, dimensão e importância histórica do espaço justificam uma avaliação técnica para determinar a melhor solução.
O presidente da Câmara Municipal de São Filipe defendeu igualmente a recuperação do antigo hospital e a sua transformação numa Delegacia de Saúde e centro de saúde, salientando que São Filipe é um dos poucos, senão o único município do país, sem uma estrutura dessa natureza.
Nuias Silva apontou ainda a necessidade de instalação de mais uma farmácia na cidade, como forma de reforçar a resposta às necessidades da população no acesso a medicamentos.
JR/CP
Inforpress/Fim
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