
São Filipe, 20 Ago (Inforpress) – A Cooperativa Ecopesca de São Jorge encerrou o projecto-piloto de pesca recreativa na ilha, financiado no montante de 1.157 contos, e prepara-se para iniciar a prestação de serviços turísticos, de lazer e de pesca desportiva.
O projecto, desenvolvido em parceria com a câmara de São Filipe e apoiado pelo Projecto Destino Fogo, implementado pela ONG Cospe, surgiu, segundo o presidente da cooperativa Ecopesca de São Jorge, Clarindo Teixeira, em resposta à crescente procura por serviços de pesca recreativa e passeios marítimos na ilha.
Segundo o responsável da Ecopesca, estes serviços são, por vezes, prestados sem as condições e a qualidade necessárias, razão pela qual a cooperativa decidiu apostar num projecto estruturado, com equipamentos adequados e pessoal com formação.
No quadro do financiamento, a cooperativa adquiriu um motor Yamaha de 30 cavalos, GPS, bússolas, rádios de transmissão, fatos de mergulho, barbatanas, máscaras e chumbos, num investimento global de 1.157 contos.
O financiamento ocorreu no âmbito do “Apoio ao Terceiro”, integrado no projecto Destino Fogo – Desenvolvimento Ecológico Sustentável do Turismo e Inovação na Oferta no Fogo, financiado pela União Europeia.
A Ecopesca dispõe actualmente de duas embarcações de seis metros cedidas pela edilidade de São Filipe, mas apenas uma recebeu financiamento para a aquisição de um motor, estando a cooperativa a procurar novos parceiros e fontes de financiamento para equipar a segunda embarcação.
Clarindo Teixeira explicou que o motor actualmente disponibilizado numa das embarcações não possui capacidade suficiente para assegurar determinadas deslocações, pelo que a cooperativa pretende adquirir um motor de maior potência.
Isto, continuou, para garantir a rentabilidade da actividade e cumprir os compromissos assumidos com a autarquia relativamente às embarcações.
A iniciativa prevê a realização de viagens à volta da ilha do Fogo, pesca desportiva, passeios de lazer e actividades de mergulho, destinadas a turistas, emigrantes e outras pessoas interessadas em conhecer a zona costeira da ilha.
Para assegurar a qualidade dos serviços, a cooperativa já conta com dois jovens formados na área de guia turístico e um mergulhador certificado, estando também a trabalhar junto das autoridades para obter as licenças necessárias para a utilização de garrafas de mergulho.
O objectivo é permitir visita e filmagem de grutas, bem como a observação da fauna e flora marinhas da zona costeira, apostando numa actividade que, segundo Clarindo Teixeira, respeite o ambiente marinho e seja desenvolvida em condições de segurança e de acordo com as exigências de licenciamento.
A Ecopesca pretende trabalhar em parceria com a Inspeção-geral das Pescas, o Instituto Marítimo Portuário e o Projecto Vitó, com vista à criação de um serviço organizado, seguro e ambientalmente sustentável.
Segundo Clarindo Teixeira, “o impacto esperado do projecto poderá ser significativo”, não apenas para a cooperativa, mas também para a comunidade do porto piscatório de Salinas, através da dinamização de novas actividades económicas ligadas ao turismo marítimo e à valorização dos recursos costeiros da ilha do Fogo.
Com o encerramento formal do projecto, a cooperativa entra agora na fase de implementação, com o objectivo de colocar os serviços em funcionamento e criar condições para que a pesca recreativa e outras actividades marítimas possam gerar retorno económico para os promotores e para a comunidade local.
JR/AA
Inforpress/Fim
Partilhar