
São Filipe, 05 Set (Inforpress) - A Adega/Cooperativa de Chã das Caldeiras conquistou três medalhas na 34.ª edição do Mondial des Vins Extrêmes [Mundial dos Vinhos Extremos], uma das principais competições internacionais dedicadas à valorização da viticultura de montanha.
A participação da cooperativa cabo-verdiana resultou em duas Medalhas de Ouro, atribuídas aos vinhos Chã Branco 2025 e Passito 2025, e numa Grande Medalha de Ouro, conquistada pelo Chã Rosé 2025.
A conquista das três medalhas entre mais de 1.100 produtos provenientes de 28 países, reforça o reconhecimento internacional dos vinhos produzidos na cratera da ilha do Fogo.
Organizada pelo Centro de Pesquisa, Estudo, Salvaguarda, Coordenação e Valorização da Viticultura da Montanha (Cervim), a competição reuniu vinhos produzidos em territórios onde a viticultura enfrenta condições particularmente exigentes.
O Vinho Rosé 2025, distinguido com grande medalha de ouro, destacou-se nas degustações que abrangeram regiões de países como Açores (Portugal), Canárias, Catalunha, Astúrias, Galiza, Madrid e Guadalajara (Espanha), Toscânia, Piemonte, Sardenha, Ligúria e Abruzzo (Itália), Chipre, Santorini, Épiro, Florina (Grécia), Alemanha e Luxemburgo.
De acordo com o regulamento do concurso, os vinhos são classificados em Grande Medalha de Ouro, Medalha de Ouro e Medalha de Prata, desde que ultrapasse a pontuação mínima de 85 centésimos e respeitando o limite de 30% dos vinhos inscritos.
A organização destaca que nesta edição foram degustados vinhos de “altíssimo nível”, tendo sido atribuídas várias Grandes Medalhas de Ouro a produtos com pontuações superiores a 93 pontos.
Para Rosando Monteiro, a distinção é resultado do trabalho conjunto dos viticultores e dos trabalhadores da adega e da cooperativa.
Representa ainda o reconhecimento de um esforço desenvolvido num contexto marcado por sucessivos desafios.
Segundo este responsável, as distinções contribuem para valorizar os produtos, aumentar a sua promoção e dar maior visibilidade a Cabo Verde no mercado internacional.
Ao mesmo tempo, aumentam a responsabilidade da cooperativa em dar continuidade e reforçar a produção, num cenário em que os produtores enfrentam novos desafios relacionados com as variedades de uva, as alterações climáticas e, sobretudo, a escassez de chuva.
Com estas três novas distinções, a Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras passa a somar dez medalhas internacionais, sendo nove conquistadas em concursos ligados ao Cervim, em Itália, e uma no Concours Mondial de Bruxelles (Bélgica), consolidando a presença dos vinhos do Fogo no panorama internacional.
A cerimónia oficial de entrega dos prémios da 34.ª edição do Mondial des Vins Extrêmes está prevista para 21 de Novembro, no Vinseum – Museu das Culturas do Vinho da Catalunha.
Como novidade desta edição, os vinhos distinguidos com Grande Medalha de Ouro terão ainda lugar no stand do Cervim durante o 35.º Merano Wine Festival, em Itália.
Os vinhos da Adega/Cooperativa de Chã das Caldeiras já amealharam uma dezena de medalhas: duas Grandes Medalhas de Ouro com Chã Branco colheita 2024 e Rosé colheita 2025, e seis Medalhas de Ouros para os vinhos “Chã Branco” safra 2021, 2023 e 2025, “Chã Tinto” safra 2022 e 2024 e “Chã Passito” safra 2023 e 2025 e uma medalha de prata no Concours Mondial de Bruxelles (CMB).
JR/AA
Inforpress/Fim
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