
Cidade da Praia, 09 Set (Inforpress) – A pré-candidata às eleições presidenciais de 2026, Joana Rosa, defendeu hoje, no Fogo, a necessidade de apoio aos adolescentes afectados pelo trauma, para que possam retomar o convívio social e normalizar as suas vidas.
Joana Rosa, que se encontra na ilha do Fogo, visitou esta manhã os familiares das vítimas e os doentes internados no hospital, tendo manifestado a sua solidariedade às famílias e à população, na sequência do acidente de sábado, que provocou a morte de 25 pessoas e 14 feridos.
“Notamos no rosto de cada um desses adolescentes trauma, é isso que vamos ter de trabalhar para que possam voltar ao convívio e normalizar a vida que continua”, apontou.
Alertou para o desafio que estes jovens terão pela frente com o início do novo ano escolar, que se inicia a 21 deste mês, considerando que o regresso às aulas poderá ser particularmente difícil para aqueles que perderam colegas, pais, mães ou irmãos.
“Vai ser um momento duro, ao olhar para o lado e ver que um colega ou uma colega não volta mais, vão regressar a casa e não ter o pai ou a mãe ou irmãos, isso tudo é um trauma e temos de consolar essas famílias, e dar a essas famílias uma palavra de encorajamento”, acrescentou.
Neste sentido, defendeu a necessidade de acompanhamento psicológico e de um trabalho contínuo com os adolescentes sobreviventes, para que consigam ultrapassar, gradualmente, o trauma e retomar os estudos e a vida na comunidade.
No seu entender, essa tragédia foi terrível para os familiares e para todos os cabo-verdianos que ficam com um sentimento de tristeza pela perda de um número significativo de vidas humanas e pelo sofrimento dos familiares que ficaram.
Considerou que a prioridade, neste momento, é cuidar dos sobreviventes e apoiar aqueles que ficaram profundamente afectados, sobretudo os adolescentes que perderam familiares e colegas.
Entretanto destacou o trabalho desenvolvido pelo hospital, Cruz Vermelha, Protecção Civil e pela população da ilha durante as operações de socorro e assistência às vítimas.
“Temos de lamentar porque é uma dor que não cicatriza, se calhar, às vezes, ficamos com dores que nos levam para a vida”, reconheceu.
Na ocasião defendeu também que o incidente deve servir de oportunidade para uma reflexão sobre a prevenção e a segurança, apelando à investigação das causas do acidente e à adopção de medidas que permitam reduzir os riscos de ocorrências semelhantes.
“Temos de olhar para o futuro, corrigir, investigar e saber as causas desta ocorrência. (…) Acho que a prevenção é o melhor remédio”, afirmou.
Reforçou a ideia de que a solidariedade deve permanecer junto das famílias durante o período de luto e recuperação, sublinhando que o apoio aos sobreviventes e aos que enfrentam traumatismos físicos e psicológicos será essencial para que possam retomar a normalidade.
“Essas famílias vão, certamente, ter algo que os possa encorajar, alguém que tem pai, cujo pai sobreviveu, cuja mãe tem sobrevivido, ou irmão, isso acaba por ser sempre um elemento de coragem”, concluiu.
AV/HF
Inforpress/Fim
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