Fogo/Acidente: Governo prepara intervenção psicossocial nas comunidades afectadas pelo acidente – ministra

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Fogo/Acidente: Governo prepara intervenção psicossocial nas comunidades afectadas pelo acidente – ministra
07/09/26 - 08:44 am

São Filipe, 07 Set (Inforpress) - A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, classificou como “luto comunitário” a situação vivida pelas comunidades da zona norte alta da ilha do Fogo, na sequência do acidente de viação ocorrido sábado.

As comunidades afetadas estendem-se desde Velho Manuel até Monte Preto, passando por Domingos Ledo e Ribeira Filipe, zonas directamente atingidas pelas consequências da tragédia que resultou em 25 mortes e 14 feridos, quatro dos quais em estado que inspira cuidados.

A ministra da Família disse que a equipa do Ministério da Família, que chegou na tarde de domingo, 06, à ilha do Fogo inicia a partir das 08:30 o diagnóstico psicossocial das famílias afectadas, como primeira etapa para definir uma intervenção de emergência.

Segundo Adélsia Almeida, esta intervenção de emergência deverá decorrer durante os próximos oito dias, seguindo-se posteriormente uma intervenção de médio e longo prazo destinada às famílias e comunidades afectadas.

“As próximas 48 horas serão dedicadas principalmente ao diagnóstico psicossocial”, explicou a ministra, indicando que o objectivo é identificar as necessidades das famílias e definir as respostas mais adequadas.

A intervenção deverá abranger também as pessoas que se encontram hospitalizadas e os seus cuidadores, bem como os profissionais dos serviços do Hospital Regional São Francisco de Assis.

A equipa do Ministério da Família que chegou domingo à ilha do Fogo integra psicólogos, assistentes sociais, técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, além de membros da Associação dos Assistentes Sociais.

Uma das preocupações do Governo prende-se com o impacto psicológico do acidente no próximo ano lectivo, sobretudo entre as crianças e jovens das comunidades afectadas.

A ministra alertou para a possibilidade de crianças que utilizam transporte escolar terem desenvolvido medo ou trauma associado às deslocações, enquanto as próprias famílias poderão manifestar receio de permitir que os filhos continuem a utilizar este meio de transporte.

O impacto deverá igualmente ser sentido nas escolas, tendo em conta que alguns alunos perderam colegas, amigos e companheiros de carteira ou de brincadeiras.

Adélsia Almeida considerou, por isso, necessário preparar toda a comunidade educativa, incluindo alunos, professores, pais e encarregados de educação, para minimizar as consequências psicológicas do acidente.

A governante admitiu que algumas situações poderão exigir acompanhamento e assistência psicológica durante médio e longo prazo.

Além da assistência médica e psicológica, o Governo assegura que está a ser preparada uma resposta de natureza social às famílias atingidas pela tragédia, respeitando as práticas culturais e a dinâmica do processo de luto em Cabo Verde.

“Respeitando toda a dinâmica cultural, o processo de luto e nojo que temos aqui em Cabo Verde, o Governo prestará assistência social a todas as famílias”, afirmou a ministra.

Adélsia Almeida explicou que as necessidades das famílias serão avaliadas durante o diagnóstico psicossocial previsto para as próximas 48 horas.

Caso seja identificada a necessidade de apoio financeiro, garantiu que o Governo estará disponível para responder positivamente às necessidades das famílias afetadas.

A intervenção governamental deverá combinar apoio psicológico, assistência social e acompanhamento das comunidades, numa primeira fase de emergência e, posteriormente, através de medidas de médio e longo prazo.

JR/AA

Inforpress/Fim

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