Estudo aponta necessidade de reforçar literacia ambiental junto da juventude em Cabo Verde

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Estudo aponta necessidade de reforçar literacia ambiental junto da juventude em Cabo Verde
23/04/26 - 01:15 pm

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) - Um estudo sobre adaptação às alterações climáticas e juventude em Cabo Verde revelou baixos níveis de literacia ambiental entre os jovens e recomendou políticas públicas participativas que permitam maior engajamento da juventude e suas comunidades.

O projecto de investigação intitulado “Pequenos estados insulares em desenvolvimento africanos: Cabo Verde, adaptação às alterações climáticas e juventude” resulta de uma parceria entre o Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) e a Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Durante a apresentação dos resultados preliminares hoje nas instalações do ISCEE, na cidade da Praia, um dos coordenadores do projecto, José Maria Lopes, contou que o projecto teve por objectivo estudar a percepção de jovens sobre o fenómeno.

“Os resultados indicam que os jovens estão preocupados com as alterações climáticas nas suas comunidades, mas também nas suas vidas. Mas há ainda algum desconhecimento sobre projectos de alterações climáticas em curso”, avançou à Inforpress.

Segundo o investigador, o estudo detectou que, mesmo quando conhecem as iniciativas, os jovens não se sentem envolvidos nos processos de implementação o que evidencia a urgência de reforçar acções de sensibilização e educação ambiental no arquipélago.

Neste sentido, a investigação recomenda uma maior intervenção ao nível das políticas públicas, com abordagens mais participativas que permitam um maior engajamento de pessoas.

“É necessário maior intervenção, também maior participação das comunidades, tanto de ONG, como de associações comunitárias, no desenho e implementação de políticas que promovam adaptação às alterações climáticas e uma maior literacia ambiental”, disse.

Por seu lado, Liam Saddington, da Universidade de Cambridge, destacou a importância desta colaboração académica no quadro do reforço das ligações entre a instituição britânica e centros de investigação africanos.

O projecto, financiado pela Mastercard Foundation em cerca de 20 mil libras (aproximadamente 2,5 mil contos), teve início em Janeiro de 2026 e encontra-se actualmente na fase final de análise de dados.

ET/CP

Inforpress/Fim

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