
Cidade da Praia, 05 Nov (Inforpress) - A gratuitidade das propinas na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), pública, implementada este ano lectivo, não travou os estudantes de procurarem a Universidade de Santiago (US), privada, que continua a atrair alunos.
Esta atracção, apontaram estudantes em declarações à Inforpress, advém da diversidade de cursos, flexibilidade dos horários e modalidades de ensino.
A medida do Governo contribuiu para aumentar a procura pela universidade pública, contudo factores como a disponibilidade de cursos, critérios de admissão, localização e custos associados à deslocação continuam a influenciar a escolha dos candidatos ao ensino superior.
Com o campus principal em Assomada, no município de Santa Catarina, a US representa uma alternativa para estudantes do interior da ilha de Santiago, permitindo, em alguns casos, reduzir despesas com transporte e alojamento.
O campus da US, na cidade da Praia, situado na zona de Fazenda, em frente ao Mercado de Sucupira, também beneficia de uma localização estratégica, com fácil acesso através dos transportes públicos para estudantes das zonas Norte e Sul da capital, sobretudo os que têm dificuldades financeiras para deslocação até ao campus da Uni-CV, em Palmarejo Grande (Caiada).
A possibilidade de frequentar aulas em regime presencial, online ou pós-laboral constitui igualmente um atractivo, sobretudo para estudantes que precisam de conciliar a formação académica com a actividade profissional e as responsabilidades familiares.
Inês Mussa Sambú, estudante do primeiro ano de Engenharia Informática, afirmou que escolheu a US pela facilidade de deslocação e flexibilidade dos horários, uma vez que trabalha e estuda simultaneamente.
Cidadã guineense residente em Cabo Verde há 12 anos, a estudante frequenta as aulas em regime pós-laboral e semi-presencial e considerou que a possibilidade de alternar entre o ensino online e presencial facilita a organização da sua vida profissional e académica.
Com uma propina mensal de 12 mil escudos, Inês Mussa Sambú ainda não beneficia de bolsa de estudos, mas integra a Associação de Estudantes Guineenses Residentes em Cabo Verde, que mantém um acordo com a instituição e permite aos associados obter descontos nas propinas.
Por sua vez, Raísa Lobo, estudante do primeiro ano do curso de Nutrição, explicou que escolheu a US por disponibilizar uma formação que procurava e que, segundo afirmou, não integra a oferta formativa da Uni-CV.
Apesar da gratuitidade do ensino na universidade pública, a estudante considerou que a inexistência do curso pretendido foi determinante para a sua opção pelo ensino privado.
As duas estudantes destacaram ainda a importância das condições de acolhimento e acompanhamento proporcionadas pela instituição, considerando que a adaptação ao ambiente universitário é “um factor relevante” para a continuidade dos estudos.
DG/AA
Inforpress/Fim
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