
Cidade da Praia, 16 Jun (Inforpress) – Estudantes da Universidade de Santiago (US) apostam na inteligência artificial para responder a desafios nas áreas da saúde, tecnologia e ambiente, tema central de umas jornadas, que arrancaram hoje e decorrem até quinta-feira, 18.
As actividades serão realizadas pelo Departamento de Ciências da Saúde, Ambiente e Tecnologias (DCSAT), nos campos da US, na cidade da Praia e em Assomada.
A actividade reúne estudantes, docentes e investigadores, num espaço de apresentação e partilha de projectos académicos com aplicação prática, vários dos quais recorrem a ferramentas tecnológicas avançadas para propor soluções inovadoras para problemas concretos da sociedade.
Em declarações à Inforpress, a chefe do deste departamento, Marcília Fernandes, vincou que a edição deste ano reflete o contexto atual de transformação digital e o papel crescente da inteligência artificial no ensino superior.
“Estamos na era da inteligência artificial, com desafios diversos nas áreas da saúde, da tecnologia e do ambiente, e o nosso objectivo é perceber como estas ferramentas podem ser aplicadas na resolução de problemas concretos nessas áreas”, afirmou.
Segundo esta responsável, os projectos apresentados envolvem estudantes de diferentes áreas de formação, incluindo Engenharia Informática, Engenharia Civil, Nutrição e Qualidade Alimentar, Enfermagem, Marketing e Multimédia, reforçando a abordagem interdisciplinar do departamento.
As jornadas incluem ainda uma mostra de projectos, workshops e actividades práticas dirigidas à comunidade académica, com enfoque para iniciativas ligadas ao bem-estar, saúde mental e preparação para o mercado de trabalho.
Questionada sobre a adesão dos jovens estudantes a projectos ligados à resolução de problemáticas sociais e ambientais, Marcília Fernandes afirmou que o aumento da participação dos estudantes nas apresentações de projetos resulta do programa de extensão universitária, que tem reforçado a ligação entre a US e os alunos.
Segundo afirmou, o atual contexto torna mais difícil mobilizar os jovens para atividades de caráter científico, devido às mudanças na forma de comunicação e de envolvimento.
Nesse sentido, sublinhou que as iniciativas de extensão têm permitido aproximar os estudantes da vida académica e das comunidades, através de ações de voluntariado e programas como “Rotas do Arquipélago” e “Comunidades”, que promovem o contacto direto com diferentes realidades em várias ilhas de Cabo Verde.
“Hoje em dia é mais difícil estimular os jovens a participarem em atividades de caráter científico e a apresentarem trabalhos. A era mudou e a forma de comunicar também é diferente”, referiu.
O programa integra igualmente acções de extensão universitária, com atividades ao ar livre, promoção da saúde e iniciativas ambientais, como a plantação de árvores nos campus da cidade da Praia e de Assomada.
Sob o lema “Inovação, bem-estar e sustentabilidade para o futuro”, as Jornadas DCSAT 2026 reforçam a aposta da US na ligação entre a academia, a inovação tecnológica e o impacto social, segundo a mesma fonte.
KA/AA
Inforpress/Fim
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