Equipa da OMS apresenta ferramentas de informação geográfica para apoiar o sector da saúde em Cabo Verde

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Equipa da OMS apresenta ferramentas de informação geográfica para apoiar o sector da saúde em Cabo Verde
16/10/26 - 02:56 pm

Cidade da Praia, 16 Out (Inforpress) – A equipa do Centro de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para a Saúde, pertencente à sede da OMS em Genebra, apresentou hoje as ferramentas tecnológicas que pretende colocar ao serviço do país para fortalecer o setor da saúde.

A missão, liderada pelos especialistas Ana Lourenço e Michel Bolognese, reuniu-se, durante a sua estadia em Cabo Verde, com diversas instituições e equipas locais para alinhar estratégias e traçar o plano de ação para as próximas semanas.

Ana Lourenço, consultora especialista em SIG ao serviço da OMS, sublinhou, na sua comunicação, a importância de integrar a variável geográfica no planeamento sanitário. A especialista salientou que o objectivo é garantir que o “onde” seja integrado nas decisões de planeamento e no acesso aos serviços de saúde.

“O SIG, Sistemas de Informação Geográfica, é um conjunto de ferramentas para recolher, guardar, analisar e mostrar dados geográficos. A ideia central são as camadas: as unidades de saúde são uma camada, as estradas são outra, os concelhos, o relevo, as doenças, as imagens de satélite... E todas elas partilham o mesmo 'onde’”, explicou.

Embora o conceito de SIG seja familiar para a maioria dos profissionais do setor, a consultora fez questão de detalhar o valor prático desta tecnologia, baseada na sobreposição de “camadas” de informação, como a localização de unidades de saúde, redes de estradas, limites territoriais, relevo, incidência de doenças e imagens de satélite.

Para Ana Lourenço, a tecnologia permite passar da percepção local para uma visão global e integrada, respondendo com precisão a questões críticas como: onde se concentram os casos de doenças, qual o tamanho da população abrangida por cada unidade sanitária, quanto tempo demora um cidadão a chegar ao serviço médico mais próximo ou que zonas de risco coincidem com as populações mais vulneráveis.

Um dos grandes atractivos da proposta da OMS, realçou a especialista, reside na facilidade de acesso às tecnologias e em plataformas como o Geopod, o YesWorld e a GEM. Estas ferramentas funcionam diretamente na internet, dispensando a instalação de qualquer programa nos computadores institucionais.

No encerramento da sessão, a equipa realizou uma demonstração ao vivo destas plataformas, utilizando dados reais de Cabo Verde recolhidos e tratados no curto espaço de tempo da missão. Desta forma, os participantes puderam ver, na prática, como manipular os dados e interagir com as diferentes camadas de informação geográfica, antecipando o trabalho de capacitação e implementação que continuará a ser desenvolvido no arquipélago ao longo das próximas semanas.

A equipa do Centro de SIG é multidisciplinar, integrando peritos em geografia, epidemiologistas, engenheiros de ‘software’ e especialistas em saúde pública que apoiam ministérios em todo o mundo.

PC/CP

Inforpress/Fim

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