
Calheta, 01 Out (Inforpress) – A Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) de São Miguel, promoveu hoje, em parceria com a Escola Velhinho Rodrigues, uma oficina de psicomotricidade dirigida aos alunos do 1.º ano, reforçando práticas inclusivas.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora da EMAEI, Constantina Monteiro, explicou que a iniciativa foi pensada para responder às necessidades das crianças nesta fase inicial da escolaridade, particularmente por integrar a turma um aluno com autismo.
Segundo aquela responsável, a oficina partiu da importância de trabalhar a psicomotricidade nos primeiros anos de escolaridade, período em que os alunos consolidam competências fundamentais de leitura, escrita e cálculo.
A actividade procurou demonstrar que, antes de escrever ou realizar operações matemáticas, as crianças precisam desenvolver uma percepção adequada do espaço, do próprio corpo e da relação com o meio envolvente, utilizando o movimento e o jogo como instrumentos de aprendizagem.
Entre os principais conteúdos trabalhados estiveram o esquema corporal e a lateralidade, permitindo às crianças reconhecer o lado direito e esquerdo, a frente e as costas, tendo o próprio corpo como principal referência.
Foram igualmente exploradas noções de orientação espacial, através de conceitos como em cima e em baixo, perto e longe, dentro e fora, à frente, atrás e ao lado.
A coordenadora destacou que estas competências são importantes para prevenir dificuldades que podem surgir no processo de aprendizagem, nomeadamente na percepção espacial associada à escrita e aos cálculos, como o espelhamento de letras e números ou o desalinhamento nas operações matemáticas.
As actividades foram realizadas de forma lúdica e com recurso ao movimento, criando oportunidades para que os alunos interagissem, cooperassem e aprendessem em conjunto.
Para Constantina Monteiro, esta abordagem contribui também para fortalecer uma cultura de inclusão no espaço escolar, ao criar condições para a participação de todas as crianças nas mesmas actividades.
A mesma fonte adiantou que, neste ano lectivo, a EMAEI pretende reforçar a proximidade com as escolas e com os diferentes intervenientes no processo educativo, incluindo professores, monitoras e encarregados de educação.
“Queremos estreitar laços e caminhar lado a lado com os professores, as monitoras e os encarregados de educação, porque sabemos que a inclusão só é real quando construída em equipa”, afirmou.
Entre as prioridades da equipa estão o acompanhamento mais próximo das escolas, a orientação e o apoio à prática pedagógica, bem como a implementação e monitorização das medidas educativas especiais, tendo como referência o Decreto-Lei n.º 9.
A avaliação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) constitui igualmente uma das apostas, estando prevista a actuação de um ponto focal dedicado à avaliação, em articulação com os subdirectores pedagógicos dos agrupamentos e a equipa de supervisão pedagógica da Delegação de Educação.
A EMAEI defende que uma escola inclusiva exige rigor, empatia, escuta activa e partilha de responsabilidades entre todos os intervenientes no processo educativo.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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