
Cidade da Praia, 28 Jul (Inforpress) – O escritor cabo-verdiano Dai Varela afirmou que a menção honrosa atribuída em Portugal ao livro “A Fita Cor-de-Rosa” reforçou a confiança no seu percurso literário e aumentou a visibilidade da sua obra.
Em entrevista à Inforpress, o escritor, editor e jornalista, recordou a distinção alcançada no Concurso Lusófono da Trofa (Portugal), considerando que o reconhecimento constituiu um incentivo para prosseguir a sua produção literária destinada às crianças e aos jovens.
Segundo Dai Varela, embora a obra não tenha conquistado o primeiro prémio, a menção honrosa validou o trabalho que tem vindo a desenvolver na literatura infantojuvenil.
"Foi um afago no ego. Claro que teria preferido ganhar o primeiro prémio, até porque incluía um apoio financeiro importante para publicar o livro, mas a distinção deu visibilidade ao meu trabalho", afirmou.
O autor explicou que “A Fita Cor-de-Rosa” nasceu da preocupação em abordar temas como a identidade, a aceitação da diferença e o desenvolvimento emocional das crianças, que considera centrais na literatura para os mais novos.
Na sua perspectiva, o reconhecimento internacional demonstra que histórias inspiradas na realidade cabo-verdiana podem despertar o interesse de leitores e júris de outros países lusófonos.
Defendeu, por isso, que a internacionalização da literatura cabo-verdiana passa pela criação de obras enraizadas na cultura nacional, sem perder de vista temas universais capazes de dialogar com leitores de diferentes contextos.
Dai Varela considerou ainda que os autores cabo-verdianos devem participar em concursos literários internacionais, por entender que essas iniciativas contribuem para divulgar as suas obras e reforçar a afirmação da literatura produzida no arquipélago.
Apesar da distinção, afirmou continuar a encarar a escrita como um processo de aprendizagem permanente, mantendo o foco na criação de novas obras destinadas às crianças e aos jovens.
JMV/AA
Inforpress/Fim
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