
Assomada, 08 Out (Inforpress) – Os cuidados paliativos devem acompanhar o doente desde o diagnóstico de uma doença que ameaça a vida e não apenas nos últimos dias, defendeu hoje a responsável e ponto focal da área em Santiago Norte, Janaína Vicente.
Segundo a responsável, os cuidados paliativos constituem uma abordagem multidisciplinar destinada a aliviar o sofrimento associado a doenças graves, envolvendo médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e a dimensão espiritual, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
“Cuidados paliativos engloba tudo, desde o diagnóstico até toda a fase da doença”, explicou Janaína Vicente, durante o Fórum Regional de Cuidados Paliativos, realizado hoje em Santa Catarina, em parceria com a câmara municipal e a paróquia local.
A responsável esclareceu que o acompanhamento não se limita ao controlo da dor física, abrangendo também sintomas como falta de ar e outras manifestações associadas a doenças que ameaçam a vida, bem como as dimensões psicológica, social e espiritual.
“Quando se fala de dor nos cuidados paliativos, não é só dor física”, afirmou, referindo-se ao conceito de “dor total”, que considera as diferentes dimensões do sofrimento do doente.
Janaína Vicente explicou ainda que os cuidados paliativos incluem o acompanhamento da família, tendo em conta as implicações sociais da doença e as necessidades de quem acompanha o doente no seu dia a dia.
Disse que o acompanhamento é assegurado por equipas de cuidados paliativos a nível hospitalar e também nas delegações de saúde, permitindo acompanhar os doentes de acordo com a sua situação e área de residência.
A intervenção inclui também pessoas acamadas ou que necessitam de acompanhamento depois de regressarem a casa, indicou.
Para Janaína Vicente, a sociedade civil constitui, igualmente, uma parte importante dos cuidados paliativos, uma vez que o apoio ao doente ultrapassa o espaço hospitalar e envolve a família e o seu meio social.
A responsável salientou ainda que o acompanhamento pode prolongar-se para além da morte do doente, através do apoio à família durante o período de luto.
“Cuidados paliativos integra toda a fase de vida, desde o período perinatal até ao período da morte e do luto”, afirmou.
O Fórum Regional de Cuidados Paliativos reuniu profissionais de saúde e cuidadores de pessoas dependentes de Santiago Norte, no âmbito das actividades alusivas ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado no segundo sábado de Outubro.
DV/HF
Inforpress/Fim
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