
Cidade Velha, 13 Ago (Inforpress) - A Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago (CMRGS) promoveu hoje, na Cidade Velha, uma formação sobre boas práticas nas infra-estruturas das pescas, para preparar pescadores e peixeiras para utilizar o novo mercado, no âmbito das festividades.
A iniciativa, enquadrada no âmbito das festividades de Nhu São Roque, padroeiro dos pescadores, teve como propósito sensibilizar os futuros utilizadores do novo mercado de peixe para a conservação da infra-estrutura e dos respectivos equipamentos, assim como para o trabalho colectivo, a higiene, a organização e a valorização dos produtos locais.
O consultor em associativismo e cooperativismo e formador da iniciativa, Francisco Temoche, enquadrou a acção no processo de preparação dos utilizadores do novo mercado, com particular atenção à responsabilidade colectiva pela preservação do espaço.
“Ter uma nova infra-estrutura não passa apenas por uma simples utilização, mas para trabalhar em grupo, com consciência, de cuidar do que eles vão utilizar, para que possa ter uma durabilidade”, disse Francisco Temoche, em declarações à Inforpress.
Segundo o consultor, a formação surgiu como uma medida preventiva, antes de qualquer problema com a nova infra-estrutura, para que os seus utilizadores estejam preparados para o momento da sua utilização.
Assim, Temoche apontou o trabalho em grupo e o associativismo como “aspectos importantes” para que os utilizadores assumam responsabilidades na conservação da infra-estrutura, tendo em conta que o espaço beneficiará toda a comunidade.
O formador apelou ainda à valorização dos produtos locais e a uma atenção especial ao espaço, por se tratar de uma zona de grande interesse turístico e de uma das portas de entrada para visitantes da Cidade Velha e de Cabo Verde.
Por seu lado, a presidente da Associação de Pescadoras e Peixeiras de Porto Mosquito, Samira dos Santos, viu a formação como uma oportunidade de aprendizagem e preparação para os profissionais do sector.
“É um desejo de todos os pescadores e peixeiras”, disse Samira dos Santos, que manifestou satisfação com a iniciativa e com a melhoria das condições para a actividade na Cidade Velha.
Aquela responsável associativa apontou as dificuldades relacionadas com a conservação do pescado, sobretudo quando os profissionais não dispõem de condições adequadas para guardar os produtos.
Para ela, a nova infra-estrutura poderá contribuir para melhorar essas condições e facilitar o trabalho dos pescadores e peixeiras, tendo defendido também a partilha dos conhecimentos adquiridos na formação com outros profissionais do sector.
Com uma experiência de 50 anos ligados à pesca, Elísio Correia Lopes também valorizou a formação e a existência de um espaço adequado para o tratamento e comercialização do pescado.
Elísio Lopes, que começou a ir ao mar para pescar aos oito anos, defendeu que uma infra-estrutura com esta dimensão deve ser acompanhada de formação, de modo a garantir uma utilização adequada e evitar a sua degradação.
Por fim, realçou ainda a importância de existir um local limpo, organizado e apropriado para o tratamento do pescado, com melhores condições para quem vende e para quem compra peixe.
KF/ZS
Inforpress/Fim
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