Candidato a PR Gilson Alves apresenta queixa junto do Supremo Tribunal contra procurador-geral da República

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Candidato a PR Gilson Alves apresenta queixa junto do Supremo Tribunal contra procurador-geral da República
01/10/26 - 07:54 am

Mindelo, 01 Out (Inforpress) - O candidato a Presidente da República Gilson Alves entrou com uma queixa no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) contra o procurador-geral da República por suposta falsificação de documentos e abuso de poder.

O anúncio foi feito pelo próprio candidato, em conferência de imprensa na noite de quarta-feira, 30 de Setembro, em São Vicente, convocada para reagir à aceitação da sua candidatura pelo Tribunal Constitucional (TC)

O caso terá acontecido após um mandado emitido pelo Ministério Público que acusou Gilson Alves de crimes de arma e formação de quadrilha, o que levou a sua prisão no início de Março. 

Na sequência, a Procuradoria-geral da República emitiu um comunicado em que anunciava as medidas de coação de interdição de saída do país, proibição de contacto e proibição de proferir discursos com teor idêntico ao divulgado. 

Por considerar as informações como falsas, Gilson Alves acusa o procurador de “prevaricação, falsificação de documentos e abuso de poder”. 

“Eu e a minha campanha consideramos que este senhor cometeu um atentado ao Estado de Direito, um assalto à nossa nação e que, em outras circunstâncias, se uma situação dessas continuasse por muito mais tempo, se esses vícios continuam, talvez eu não excluiria entrarmos numa guerra civil em Cabo Verde entre os amigos da liberdade e os amigos da tirania”, considerou o queixoso. 

A mesma fonte indicou que deu “muitas oportunidades” à Procuradoria-geral da República e ao Ministério Público de corrigirem o que poderia ter sido um lapso, além de email enviados e oportunidades que “não foram aproveitadas” 

“Ou seja, o Ministério Público falsificou as minhas medidas de coação com o objetivo de sabotar a minha campanha, de contaminar a opinião pública, de influenciar a imprensa e até os dias de hoje ainda não se retrataram”, acusou o candidato. 

“Portanto, nós temos de colocar agora um ponto final nesta fase inicial porque a verdade está clara”, reforçou. 

Por fim, Gilson Alves disse ainda acreditar que a imprensa tenha sido condicionada, uma vez que havia um candidato que supostamente tinha sido proibido de fazer discursos.

Para além de Gilson Alves, a lista de candidatos ao cargo de Presidente da República é integrada ainda mais cinco nomes, nomeadamente, Antero Tavares, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Joana Rosa e Loisito Tavare.

O escrutínio realiza-se no dia 15 de Novembro.

SN/AA

Inforpress/Fim

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