
Cidade da Praia, 02 Nov (Inforpress) – O selecionador nacional de boxe, Bernardino Moniz, denunciou hoje alegadas irregularidades na arbitragem e deficiências na alimentação da delegação cabo-verdiana durante o Campeonato Africano, realizado em Kinshasa, na República Democrática do Congo.
Em declarações à Inforpress, Bernardino Moniz acusou alguns árbitros de corrupção, alegando que terão recebido dinheiro durante a competição, em situações que, segundo afirmou, foram presenciadas pelo público.
“Alguns são corruptos, fica claro que têm dinheiro. Eles mostram dinheiro ao público, dão dinheiro aos árbitros. Todo mundo estava a ver como um árbitro recebe dinheiro de um país qualquer que está em jogo”, afirmou.
O responsável considerou a situação “vergonhosa” e questionou também a preparação técnica de alguns elementos da arbitragem para trabalhar numa competição de dimensão continental.
“Há árbitros que são ladrões, para mim, da minha parte”, declarou, manifestando a sua insatisfação com o funcionamento da arbitragem durante o campeonato.
Outro constrangimento apontado pelo selecionador foi a alimentação, que classificou como muito deficiente, apesar de a delegação estar alojada num hotel que, segundo indicou, tinha cinco estrelas.
De acordo com Bernardino Moniz, as refeições eram pouco variadas e incluíam essencialmente arroz, esparguete e carne, sem disponibilização regular de frutas, saladas ou legumes.
“A maior dificuldade que tivemos, tanto os atletas como a delegação em geral, foi a alimentação. Estávamos num hotel de cinco estrelas, mas não havia comida, era uma luta terrível para conseguir alimentação”, relatou.
O selecionador acrescentou que, em algumas ocasiões, o arroz era servido cru ou congelado, situação que considerou preocupante, tendo em conta as exigências físicas de uma competição de boxe.
Perante as dificuldades, alguns elementos da delegação tiveram de comprar alimentos por conta própria, apesar dos preços elevados praticados no local.
Como exemplo, referiu que dois quilos de maçãs e dois quilos de laranjas custavam cerca de quatro mil escudos cabo-verdianos.
CG/JMV
Inforpress/Fim
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