
Sal Rei, 10 Set (Inforpress) – O Largo de Santa Isabel, na Boa Vista, acolheu hoje o acto central simbólico "Luz da Vida", acendendo velas numa iniciativa enquadrada nas actividades do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e do mês de sensibilização Setembro Amarelo.
Promovido pela consultora da MindCare, médica Vanda Oliveira e com o apoio da autarquia local, o momento reuniu a comunidade num acto simbólico com acendimento de velas, um minuto de silêncio e mensagens de valorização da vida e o cuidado com a saúde mental.
Em declarações a imprensa, a psicóloga explicou que o programa do dia teve início logo pela manhã, com acções de sensibilização no Centro de Saúde local e no Centro de Saúde Reprodutiva.
Segundo Vanda Oliveira, a agenda do Setembro Amarelo vai estender-se ao longo de todo o mês, prevendo rodas de conversa nas comunidades e capacitações dirigidas aos profissionais de saúde.
"Durante o mês vamos ter rodas de conversa na comunidade, e também actividades dedicadas aos profissionais de saúde para poderem estar cada vez mais capacitados para enfrentar e saberem como lidar com as tentativas de suicídio no banco de urgência. E mais na prevenção para evitar que se chegue a esse ponto e para não aumentar as estatísticas", destacou.
A especialista lembrou que a cerimónia de velas realizada em Sal Rei se inspira na iniciativa feita a nível mundial pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, que visa apoiar as famílias, homenagear as vítimas e combater o preconceito em torno da saúde mental.
A psicóloga frisou que a depressão, a ansiedade e o consumo problemático de álcool estão entre os principais fatores de risco e patologias com maior incidência no país.
Alertou também para a importância de a comunidade estar atenta a casos de "depressão funcional", quando a pessoa aparenta estar bem e mantém as suas rotinas, defendendo uma escuta activa, sem julgamentos e uma conversa direta sobre o bem-estar emocional pode fazer a diferença.
Vanda Oliveira indicou ainda que o estigma é o principal obstáculo que impede as pessoas de procurarem apoio psicológico nas unidades de saúde, reforçando que pedir ajuda é um acto de coragem e um passo fundamental para a recuperação.
MGL/CP
Inforpress/Fim
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