Biosfera defende impacto do selo da Unesco em oportunidades de desenvolvimento local no Fogo e no Maio

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Biosfera defende impacto do selo da Unesco em oportunidades de desenvolvimento local no Fogo e no Maio
03/11/26 - 08:47 am

Cidade da Praia, 03 Nov (Inforpress) –  Seis anos após o reconhecimento das ilhas do Fogo e do Maio como Reservas da Biosfera da Unesco, Cabo Verde enfrenta o desafio de traduzir o estatuto em acções concretas, declarou o cofundador da Biosfera I, Tommy Melo.

Em entrevista à Inforpress, por ocasião da celebração do Dia Internacional de Reserva da Biosfera, que se assinala hoje, 03 de Novembro, Melo recomendou o foco na “protecção efectiva da biodiversidade” e na criação de melhores condições e de oportunidades económicas para jovens e mulheres. 

Cabo Verde tem duas reservas de biosfera, reconhecidas pela Unesco, que são a Ilha do Fogo e a Ilha do Maio, desde 2020, no entanto lamentou que este reconhecimento não está sendo aproveitado na prática.

“Acredito que Fogo e Maio foram boas escolhas para reservas de biosfera e agora temos que trabalhar no resto do país com outras categorias que já existem em Cabo Verde, que são as áreas protegidas, as reservas naturais e tudo isso”, argumentou Tommy Melo.

A seu ver, Cabo Verde deveria aproveitar as cerca de 46 áreas marinhas protegidas e criar um plano de gestão, com foco na organização, monitoramento, e que as pessoas tenham consciência do potencial de biodiversidade para o país e o meio ambiente.

A mesma fonte indicou que o Dia Internacional da Reserva da Biosfera coloca todos a pensar na criação de estratégias capazes de proteger essas reservas e integrar as comunidades no processo de monitorização dessas áreas.

A biosfera, continuou, também “tem pressionado muito”, e tem dado os passos para aproximar comunidades e fazer com que entendam a necessidade de se responsabilizar e de “meter a mão na massa” no que toca à cogestão, isto é, que façam parte da solução da gestão dessas áreas.

O Dia Internacional da Reserva da Biosfera foi implementado pela Unesco na sua 41.ª Conferência em 2021, com o objectivo de promover a consciência global sobre a importância das reservas da biosfera na conservação da biodiversidade, no desenvolvimento sustentável e no apoio às comunidades locais.

O objectivo foi mostrar que é possível a coexistência harmoniosa entre o ser humano e a natureza, unindo ciência, conservação e meios de subsistência locais.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Unesco abrange centenas de territórios em mais de 130 países, protegendo milhões de hectares de ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos.

Tommy Melo apelou aos decisores para que começam a ver a conservação como um investimento no futuro económico, cultural e ecológico das ilhas.

OS/AA

Inforpress/Fim

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