
Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) - A Associação dos Guineenses Residentes em Cabo Verde afirmou hoje que não existe qualquer conflito entre jovens guineenses e cabo-verdianos, classificando como actos isolados de criminalidade os recentes episódios de violência na cidade da Praia.
Em nota enviada à Inforpress, a organização reagiu à manifestação de um grupo de cidadãos nacionais da Guiné-Bissau junto da respectiva embaixada, ocorrida após um assalto a mão armada com disparos de arma de fogo contra um jovem guineense, no passado sábado, no bairro de Tira Chapéu, antecedido por um caso semelhante em Safende.
Segundo a associação, embora estes acontecimentos tenham gerado revolta no seio da comunidade, o incidente não decorre de qualquer “perseguição ou conflito” entre jovens guineenses e cabo-verdianos.
“Trata-se de um acto isolado de criminalidade, que poderia atingir qualquer pessoa, independentemente da sua nacionalidade”, lê-se na nota.
A entidade apelou aos concidadãos para manterem a calma e não darem crédito a especulações, garantindo que continua a acompanhar a evolução das investigações em articulação com a Embaixada da Guiné-Bissau e com total confiança nas autoridades policiais cabo-verdianas.
Por seu turno, o presidente da Plataforma das Comunidades Africanas Residentes em Cabo Verde, José Viana, considerou legítima a indignação da comunidade, sublinhando, contudo, que os protestos devem ser canalizados por meios pacíficos e dentro dos ditames do Estado de Direito.
“Reforçamos a nossa posição com efectiva clareza na justiça para as vítimas de violência, verdade sobre os factos e responsabilização de quem tiver cometido qualquer ato ilícito”, defendeu.
José Viana sugeriu ainda o reforço dos mecanismos de diálogo entre as autoridades e as associações de migrantes visando prevenir tensões e identificar situações de vulnerabilidade.
OS/CP
Inforpress/Fim
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