
Cidade da Praia, 07 Ago (Inforpress) - A Associação Cabo-verdiana de Surdos (ACS) apelou hoje a um maior envolvimento da sociedade na aprendizagem da língua gestual, apontando o desconhecimento do código como uma barreira à inclusão e à identidade da comunidade.
Em declarações à Inforpress, na Praia, a vice-presidente da ACS, Adélsia Tavares, considerou que o reduzido número de pessoas capacitadas em língua gestual constitui um entrave directo à interacção dos cidadãos surdos, afectando a coesão no seio familiar e o acesso a serviços básicos.
Para fortalecer esta interação e ter mais inclusão social a dirigente recomenda que as pessoas se interessem mais para aprenderem a língua gestual, pelos menos o básico, e reforçar os laços de comunicação com pessoas surdas.
“Devemos quebrar esta barreira que existe entre as pessoas surdas e ouvintes. As pessoas surdas necessitam de utilizar serviços públicos e de estudar, pelo que é preciso ter pessoas nesses espaços capacitados para comunicar, no mínimo, o básico”, sustentou Adélsia Tavares.
Para contornar o isolamento social, a responsável defendeu que a sensibilização deve começar nos lares e recomendou o uso alternativo de estratégias de comunicação, tais como a escrita via telemóvel, mímica e demonstrações visuais, até que haja um domínio formal da linguagem gestual.
O apelo surge na sequência do balanço das actividades lúdico-culturais promovidas pela ACS desde 03 de Agosto para crianças e adolescentes surdos na cidade da Praia, visando fortalecer a identidade e a auto-estima da comunidade.
A nova direcção da Associação Cabo-verdiana de Surdos reforçou ainda o propósito de captar novas parcerias e apoios financeiros para alargar os programas de capacitação e assistência aos associados.
OS/CP
Inforpress/Fim
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