
Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) - O presidente da Associação dos Taxistas da Praia, Adriano Monteiro, saudou hoje, na cidade da Praia, a aprovação do Sistema de Táxi Seguro, por considerar a medida útil à classe, apesar de apontar demora no processo.
Contactado pela Inforpress, Adriano Monteiro afirmou que a aprovação do Sistema de Táxi Seguro (STS) pelo Governo corresponde a uma antiga reivindicação dos profissionais do sector, apresentada, segundo disse, desde 2020.
“Foi bom, agradeço muito. Já há muito tempo pedimos isso, porque é mais uma ferramenta útil para a classe”, declarou.
O dirigente recordou que o pedido ganhou força num período marcado “por forte insegurança”, quando os taxistas chegaram a registar “dois a três assaltos por dia ou por noite”.
Nessa altura, frisou, a implementação do sistema teria tido um impacto ainda maior.
Monteiro indicou que chegaram a existir duas empresas preparadas para avançar com o projecto, mas que a iniciativa não recebeu luz verde e não teve continuidade.
Ainda assim, entende que a decisão agora tomada representa “um passo positivo, embora tardio”.
A mesma fonte considerou que o botão de pânico constitui um mecanismo viável e que a plataforma apresentada poderá reforçar a protecção de proprietários, motoristas e passageiros.
“Acredito que vai ajudar muito na segurança de ambos”, vincou, reconhecendo que o contexto actual já regista menos ocorrências do que no passado.
O responsável alertou, no entanto, para os encargos futuros, já que após as duas primeiras fases suportadas pelo Estado, a manutenção dos equipamentos ficará a cargo dos proprietários.
Por isso, alertou para “mais uma despesa”, num sector que já assume custos com pintura das viaturas, aquisição de taxímetro e cumprimento de várias exigências legais.
Sublinhou ainda que a discussão não deve limitar-se à vertente da segurança.
Lembrou que as tarifas dos táxis não conhecem a actualização há mais de 20 anos e defendeu que a nova plataforma, ao apresentar o valor da corrida ao cliente, pode abrir caminho para rever os preços e permitir algum equilíbrio financeiro.
Quanto à instalação de dispositivos de captação de áudio e vídeo nas viaturas, o dirigente observou que não existe motivo para alarme, por se tratar de um espaço público e instrumento de trabalho, à semelhança de outros locais que dispõem de sistemas de videovigilância.
Em relação ao prazo de um ano para adesão obrigatória foi considerado curto, já que o presidente desta colectividade entende que a classe necessita de mais tempo para adquirir os equipamentos e adaptar-se às novas exigências, sugerindo um período mínimo de 18 meses.
Apesar das reservas apontadas, Adriano Monteiro reiterou que o Sistema de Táxi Seguro representa uma ferramenta importante para o sector e pode contribuir para reforçar a confiança no serviço prestado na cidade da Praia.
KF/SR
Inforpress/Fim
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