Marcha por Aylla Danielle: Miraflores defende lombas junto às escolas e educação rodoviária no currículo escolar

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Marcha por Aylla Danielle: Miraflores defende lombas junto às escolas e educação rodoviária no currículo escolar
24/10/26 - 01:37 pm

Cidade da Praia, 24 Out. (Inforpress) – A directora titular do Centro Educativo Miraflores, Oclízia Paiva, defendeu hoje a criação de projectos de segurança rodoviária, com a instalação de lombas junto das escolas e a inclusão da educação rodoviária no currículo escolar

A responsável falava aos jornalistas durante uma marcha em memória de Aylla Danielle, vítima de atropelamento no passado dia 14, quando atravessava uma passadeira à saída do recinto escolar, junto ao Centro Educativo Miraflores.

Oclízia Maria Paiva Tavares explicou que o acidente abalou toda a comunidade educativa e motivou a realização da marcha, que contou com a participação de outras escolas, para apelar às autoridades competentes à adopção de medidas que evitem a repetição de casos semelhantes.

“Por isso realizamos esta marcha e reforçamos este apelo”, enfatizou, alertando que o acidente foi presenciado por vários alunos e pais.

Por sua vez, a presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Denise Resende, manifestou solidariedade à família de Aylla Danielle e a toda a comunidade educativa, sublinhando que a instituição se associou à iniciativa para reforçar a sensibilização da sociedade para a adopção de comportamentos mais responsáveis na estrada.

Segundo Denise Resende, todas as crianças que vão à escola devem poder regressar a casa em segurança. A responsável considerou que a marcha constitui uma oportunidade para sensibilizar e consciencializar a população, reiterando a disponibilidade do ICCA para colaborar com outras instituições com competências na matéria, sobretudo na prevenção.

Já o instrutor Djoy Gonçalves considerou a marcha um momento de luto e tristeza, mas também uma iniciativa bem organizada, que classificou como um segundo funeral para Aylla Danielle.

Para o instrutor, a sociedade não deve esperar pela perda de vidas para agir, tendo apelado a uma mudança de mentalidade que permita passar do lamento à prevenção.

Djoy Gonçalves defendeu ainda a presença permanente da Polícia nas imediações das escolas, sobretudo nos horários de saída dos alunos, bem como o reforço da preparação das crianças para circularem em segurança.

“Aylla morava a três minutos da escola, estava na sua zona de conforto e não conseguiu chegar a casa. Passou na passadeira como lhe foi ensinada”, observou, sublinhando a necessidade de reforçar as medidas de prevenção rodoviária para evitar novas tragédias.

A marcha partiu do Centro Educativo Miraflores, em Palmarejo Grande, e passou pelo Monte Vermelho, Praça Center, no Palmarejo, Terra Branca e Chã de Areia, terminando no largo da Biblioteca Nacional.

A iniciativa contou com a participação de alunos, pais, encarregados de educação, professores e outros membros da sociedade, sob o lema “Mais vale o pé no travão do que dois no caixão”.

LT/JMV

Inforpress/Fim

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