Santa Catarina: Equipa antivectorial já utilizou mais de 200 quilos de larvicida nos meses de Setembro e Outubro (c/áudio)

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Santa Catarina: Equipa antivectorial já utilizou mais de 200 quilos de larvicida nos meses de Setembro e Outubro (c/áudio)
23/10/26 - 03:12 pm

Assomada, 23 Out (Inforpress) – A equipa de luta antivectorial de Santa Catarina utilizou mais de 200 quilos de larvicida desde Setembro, no actual período das chuvas, para tratar reservatórios de água e prevenir a proliferação de mosquitos, visando proteger a saúde pública.

Em declarações à Inforpress, o coordenador da equipa, Eduino Varela, explicou que o trabalho integra um plano anual de actividades, com intervenções nas comunidades e nas zonas consideradas de risco, sobretudo antes e durante a época das chuvas.

Segundo aquele responsável, antes do início das chuvas, a equipa promoveu campanhas de limpeza e sensibilização, incluindo acções porta-a-porta, para alertar a população sobre os cuidados a ter com a água armazenada e a eliminação de possíveis criadouros de mosquitos.

O coordenador estima que mais de 70% da população esteja informada sobre as medidas de prevenção, mas considera que o principal desafio continua a ser transformar esse conhecimento em práticas diárias.

“Informação já se tem”, observou, defendendo maior colaboração dos moradores na conservação dos espaços e na protecção dos reservatórios, uma vez que a falta de cuidados numa casa pode afectar também os vizinhos.

Eduino Varela explicou que o tratamento com larvicida tem sido realizado nos reservatórios, sobretudo numa região onde a escassez de água leva muitas famílias a aproveitar as chuvas para reforçar as suas reservas. Recomendou, igualmente, a lavagem dos recipientes pelo menos duas vezes por semana e a manutenção dos depósitos devidamente tapados.

Entre as zonas consideradas de risco, Eduino Varela destacou Mato Sanches, onde já foram registados casos autóctones de paludismo, e Achada Leite. 

A mesma fonte manifestou preocupação com as dificuldades de acesso a estas localidades, sobretudo após as chuvas, situação que condiciona as deslocações da equipa e o acompanhamento regular das comunidades, embora assegure que são feitos esforços para garantir a intervenção sempre que necessário.

Referiu que, segundo os dados de que dispõe, Santa Catarina regista a presença dos mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue e do Anopheles, associado à transmissão do paludismo, reforçando assim a necessidade de manter as medidas preventivas.

Eduino Varela acrescentou que a equipa sempre recebe os materiais solicitados para as actividades no terreno, embora tenha referido a necessidade de equipamentos individuais, como uniformes e botas, para os profissionais.

O coordenador apelou à participação de toda a população na luta antivectorial, recomendando que qualquer foco suspeito seja comunicado à equipa, para poder ser avaliado e tratado.

No seu entender, a prevenção exige o envolvimento das famílias, dos vizinhos e das instituições, porque a protecção de uma comunidade depende também dos cuidados adoptados por cada morador.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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