Cabo Verde inicia colocação de próteses da anca e prepara alargamento às próteses do joelho

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  Cabo Verde inicia colocação de próteses da anca e prepara alargamento às próteses do joelho
17/09/26 - 06:43 pm

Cidade da Praia, 17 Set (Inforpress) – Cabo Verde já dispõe de próteses parciais da anca para intervenção em casos de fratura e prevê receber, nas próximas semanas, próteses totais destinadas a pacientes com desgaste da articulação da coxa, anunciou hoje o ministro da Saúde.

Em declarações à imprensa, na cidade da Praia, no âmbito da comemoração do aniversário do patrono do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), Lúcio Fernandes explicou que uma primeira prótese parcial da anca já foi colocada no país, destacando que os técnicos nacionais têm capacidade para realizar este tipo de intervenção.

“Já temos no país as próteses parciais da anca para intervenção em caso de fratura”, afirmou, indicando que as próteses totais, destinadas à substituição completa da articulação em pessoas com desgaste da anca, deverão chegar ao país brevemente, na sequência de uma encomenda já efectuada.

Até agora, os pacientes que necessitavam deste tipo de intervenção eram, em determinados casos, evacuados para Portugal, mas com a aquisição das próteses e a capacidade técnica existente, conforme o governante, o Ministério da Saúde pretende reforçar a resposta dentro do país e reduzir a necessidade de evacuações médicas.

“Antes fazíamos evacuações para Portugal para a colocação de próteses, mas os técnicos têm esta capacidade e já adquirimos as próteses”, explicou Lúcio Fernandes, frisando que os serviços do Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia, e do Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, deverão organizar conjuntamente a implementação das intervenções, por serem as duas unidades hospitalares com capacidade para a colocação das próteses.

Nesta primeira aquisição, foram compradas entre 40 e 50 próteses parciais, sendo que o Ministério da Saúde prevê aumentar progressivamente a disponibilidade destes dispositivos, disse Lúcio Fernandes, esclarecendo ainda que as próteses passam a integrar a nova Lista Nacional de Medicamentos, recentemente aprovada, o que permitirá assegurar novas aquisições nos próximos tempos.

Questionado sobre os custos da aquisição, o ministro preferiu destacar os benefícios para os pacientes, considerando que a colocação de uma prótese pode permitir às pessoas recuperar a sua funcionalidade e retomar as suas actividades.

“É melhor falarmos no benefício que as pessoas vão sentir nas suas vidas ao colocarem uma prótese e voltarem à sua vida útil”, afirmou.

O ministro esclareceu, contudo, que o reforço da capacidade nacional não significa o fim das transferências médicas para Portugal, mas antes a redução do número de pacientes encaminhados para aquele país, sempre que o tratamento possa ser assegurado em Cabo Verde.

O governante adiantou ainda que Cabo Verde está a negociar a introdução, numa fase posterior, da colocação de próteses do joelho, com o apoio de uma equipa portuguesa, no âmbito das negociações com o Ministério da Saúde de Portugal.

Para as próteses do joelho ainda não existe uma data definida para o início das intervenções, enquanto, no caso das próteses totais da anca, a previsão é de que estejam disponíveis no país dentro de aproximadamente três semanas.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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