
Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – A nova plataforma online da Rede de Cinema e Audiovisual PALOP+TL promete transformar o acesso ao mercado para cineastas e profissionais do audiovisual de Cabo Verde e dos restantes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.
Em comunicado de imprensa, a Rede de Cinema e Audiovisual PALOP+TL disse que a plataforma apresentada sábado, 05, em Maputo (Moçambique), é uma ferramenta que resulta de um “extenso mapeamento do sector”, ainda em curso, visando responder a uma das principais lacunas identificadas pelos profissionais, ou seja, “a falta de visibilidade e de canais de distribuição para produções cinematográficas que, muitas vezes, acabam por ficar na gaveta”.
“Uma das coisas que constatámos foi que há muitos filmes feitos nos nossos países que acabam por não circular. Ficam na gaveta. E há muitos bons filmes que não passam por festivais”, afirmou a realizadora cabo-verdiana e membro fundadora da Rede, Samira Vera-Cruz, durante a apresentação.
Segundo a cineasta, a plataforma pretende contribuir para uma maior circulação das produções audiovisuais da região, num contexto em que os projectos e os mecanismos de financiamento tendem a ser cada vez mais colectivos.
Conforme a mesma fonte, já disponível para consulta, a plataforma deverá estar totalmente funcional até ao final do ano e permitirá que profissionais e empresas do sector criem perfis com currículo, portefólio e contactos, facilitando o acesso a oportunidades e potenciais contratações por produtores e instituições internacionais.
Para a coordenadora da Rede, Diana Manhiça, a ferramenta permitirá também “sistematizar dados sobre o sector, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas”, tendo avançado que já foram identificados mais de 400 profissionais e empresas em Moçambique, número que deverá ser complementado com algumas centenas de profissionais de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, incluindo os que desenvolvem actividade na diáspora.
Um dos principais diferenciais da plataforma será a criação de uma Agência de Curtas-metragens, cujo lançamento está previsto para 2027.
A secretária de Estado das Artes e Cultura de Moçambique, Matilde Muocha, o representante do Camões, I.P., José Manuel Amaral Lopes, o coordenador do Cultiv’Arte, projecto financiado pela União Europeia, Matthieu Gardon-Mollard e o director do Centro Cultural Franco-Moçambicano, José-Maria Queirós, estiveram presentes no lançamento da plataforma.
A plataforma deverá estar totalmente funcional até ao final do ano.
DR/CP
Inforpress/Fim
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