Projecto Bata Branca quer levar consultas de especialidade às ilhas com maior dificuldade de acesso (c/áudio)

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Projecto Bata Branca quer levar consultas de especialidade às ilhas com maior dificuldade de acesso (c/áudio)
05/08/26 - 08:01 pm

Mindelo, 05 Ago (Inforpress) – O projecto Bata Branca pretende alargar as consultas gratuitas de especialidade a outras ilhas, começando por São Nicolau, para aproximar os cuidados diferenciados das populações com maior dificuldade de acesso.

Esta informação foi avançada   à imprensa por um dos membros “Bata Branca”, José Luís Spencer, após um encontro com a presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, a quem apresentou os objectivos do projecto e solicitou apoio institucional para a concretização da próxima missão.

Segundo José Luís Spencer, o Bata Branca é um projecto assente no voluntariado, criado para reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde especializados entre as ilhas.

“É um projecto inteiramente de voluntariado, onde alguns especialistas, pensando na questão da disparidade nos diversos concelhos, se voluntariaram para prestar atendimento especializado em ilhas onde o acesso é um pouco difícil”, afirmou.

De acordo com o presidente, a iniciativa teve início em 2018, na ilha do Maio, com consultas dirigidas à saúde infantil, mas a próxima missão, prevista para Setembro ou Outubro, em São Nicolau, terá um âmbito mais alargado.

“Vamos a São Nicolau com uma abrangência maior, englobando saúde infantil, saúde da mulher, do idoso e também o controlo das doenças crónicas”, explicou.

Para esta missão, o grupo conta actualmente com sete especialistas, entre pediatras, cardiologista, orto-traumatologista, nutricionista, dentista e especialista em ginecologia e obstetrícia.

José Luís Spencer esclareceu que o objectivo do projecto vai além da realização de consultas gratuitas, passando também pela identificação precoce de situações clínicas que necessitem de acompanhamento especializado.

“Não é só dar consultas. É identificar as situações que merecem maior atenção, fazer os diagnósticos possíveis e dar o devido encaminhamento, trabalhando em conjunto com as equipas locais para acelerar a identificação e o tratamento dos casos”, sublinhou.

Questionado sobre a possibilidade de integrar especialistas cabo-verdianos residentes no estrangeiro, respondeu que todos os profissionais interessados em colaborar serão bem-vindos.

“Não temos uma associação formada. Somos apenas um grupo de cidadãos que quer melhorar a saúde das populações, principalmente nos locais mais distantes e com difícil acesso a cuidados especializados”, declarou.

Segundo o responsável, a presidente da Assembleia Nacional manifestou disponibilidade para apoiar o projecto e contribuir para o estabelecimento de parcerias que permitam concretizar a missão prevista para São Nicolau.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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