Fogo: Fórum aproxima decisores das comunidades e destaca inovação como motor do desenvolvimento rural

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Fogo: Fórum aproxima decisores das comunidades e destaca inovação como motor do desenvolvimento rural
18/07/26 - 09:42 am

São Filipe, 18 Jul (Inforpress) – O presidente da Associação Ká Djidja afirmou hoje que o fórum sobre desenvolvimento agropecuário da Região Serrana aproximou decisores das comunidades e reforçou a inovação como fator determinante para impulsionar o desenvolvimento da ilha.

Pedro Matos considerou que o principal resultado do encontro foi permitir aos responsáveis políticos conhecerem no terreno os desafios enfrentados pelas populações rurais, nomeadamente ao nível da mobilização da água, disponibilidade de pastos e escoamento da produção agrícola e pecuária.

Segundo o responsável, a associação sempre defendeu que os titulares de cargos de decisão devem deslocar-se às comunidades para conhecerem de perto os seus problemas e as necessidades reais da população.

Pedro Matos destacou ainda a participação de personalidades com experiência governativa, entre as quais o antigo Presidente da República e ex-primeiro-ministro Pedro Pires, considerando que o fórum constituiu um importante espaço de diálogo entre a população e os decisores.

Entre as medidas anunciadas durante o encontro, salientou a intenção de adquirir uma máquina destinada ao desencravamento das zonas altas da ilha, iniciativa que, na sua opinião, poderá transformar a economia local.

O presidente da Associação Ká Djidja defendeu que o desenvolvimento do Fogo deve começar pela valorização da Região Serrana, onde se concentra uma parte significativa da produção agrícola e pecuária, privilegiando o desencravamento das zonas altas em detrimento de investimentos concentrados na faixa costeira.

Para Pedro Matos, o projeto representa uma inovação e não apenas uma renovação das políticas públicas, por criar condições para atrair pessoas, investimento e novos projetos para uma região com potencial agrícola, pecuário e turístico.

O dirigente associativo sustentou, contudo, que a concretização da iniciativa deve ser antecedida de um processo de informação e consulta das comunidades, para esclarecer questões relacionadas com a titularidade e legalização das propriedades, bem como as oportunidades económicas decorrentes do investimento.

Na sua perspectiva, esse processo permitirá evitar que apenas os proprietários com maior acesso à informação ou a recursos beneficiem dos projetos previstos.

Pedro Matos defendeu igualmente uma maior aposta na inovação tecnológica aplicada ao setor primário, considerando que o conhecimento tradicional dos agricultores deve ser complementado por soluções tecnológicas adaptadas às necessidades do terreno e aos efeitos das alterações climáticas.

Segundo explicou, essas soluções devem facilitar o acesso dos pequenos agricultores e produtores de queijo a informação meteorológica, transportes, mercados e meios de pagamento digitais, lamentando o reduzido investimento em inovação destinada ao setor agrícola.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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