São Nicolau: Associação de pescadores denuncia condições críticas no tratamento de pescado no Tarrafal

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São Nicolau: Associação de pescadores denuncia condições críticas no tratamento de pescado no Tarrafal
15/07/26 - 06:47 pm

Cidade do Tarrafal, 15 Jul (Inforpress) – A Associação dos Pescadores do Tarrafal, em São Nicolau, denunciou hoje as más condições de tratamento do pescado no município, alertando para riscos para a saúde pública e apelando a uma intervenção urgente das autoridades.

Em declarações à Inforpress, a presidente da associação, Marineida da Graça, afirmou que o problema se arrasta há vários anos, apesar dos sucessivos apelos ao Governo, sem que tenha sido encontrada uma solução.

Segundo a responsável, o pescado é tratado na zona da Prainha, num espaço considerado inadequado para a actividade, sem condições de higiene e segurança alimentar.

Marineida da Graça denunciou que o tratamento é efectuado "numa mesa com condições inapropriadas" e que é utilizada água do mar contaminada pelo contacto com águas residuais provenientes da fábrica de conservas para a limpeza do pescado, situação que classificou de "inadmissível".

A dirigente associativa recordou que, quando os pescadores foram retirados do antigo espaço para permitir as obras do complexo de pesca, a associação defendeu a criação de uma alternativa adequada, o que, segundo disse, não aconteceu.

Contactada pela Inforpress, a vereadora da Câmara Municipal do Tarrafal responsável pelo pelouro das pescas, Ivanilda Spencer, reconheceu que a situação constitui uma preocupação da autarquia desde o início do actual mandato.

Segundo a autarca, o município respondeu ao problema com a implementação do projecto do mercado municipal, que inclui uma área destinada ao tratamento do pescado.

Ivanilda Spencer adiantou que a conclusão das obras está prevista para o final de Julho ou início de Agosto, permitindo dotar os pescadores de um espaço com melhores condições para o exercício da actividade.

A Associação dos Pescadores do Tarrafal reiterou o apelo às entidades competentes para uma intervenção imediata, considerando que as actuais condições representam um risco para a saúde pública e afectam a imagem do município.

LS/JMV

Inforpress/Fim

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