São Nicolau: Assembleia Municipal aprecia contas de gerência com divergências entre PAICV e MpD

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São Nicolau: Assembleia Municipal aprecia contas de gerência com divergências entre PAICV e MpD
29/05/26 - 11:17 pm

Ribeira Brava, 29 Mai (Inforpress) – A Assembleia Municipal da Ribeira Brava apreciou hoje o relatório de actividades e as contas de gerência referentes ao exercício económico de 2025, numa sessão marcada por posições divergentes entre as bancadas do PAICV e do MpD.

Em declarações à Inforpress, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Nilton Monteiro, afirmou que este é o primeiro relatório de contas apresentado pelo actual executivo camarário, destacando melhorias em relação ao exercício anterior.

Segundo o edil, registou-se um aumento de 10 pontos percentuais na taxa de execução, que passou de 42 para 52 por cento (%), comparativamente ao relatório anterior.

Nilton Monteiro explicou ainda que a autarquia enfrentou dificuldades financeiras durante a execução do Plano de Actividades de 2025, sobretudo devido a atrasos nas transferências de verbas associadas a contratos-programa.

O autarca acrescentou que o município teve igualmente de lidar com dívidas herdadas da anterior gestão camarária, situação que, segundo disse, condicionou algumas das acções previstas para o ano económico.

Apesar disso, considerou que a câmara está “num bom caminho” no que se refere à gestão dos fundos municipais.

Por sua vez, a líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal, Rosalina Silva, fez uma apreciação positiva do trabalho desenvolvido pela autarquia durante o ano de 2025, tendo em conta as dificuldades encontradas pelo executivo.

A deputada municipal destacou o esforço da câmara na regularização de dívidas, bem como melhorias nas condições dos trabalhadores municipais, apontando aumentos salariais e regularização de pendências ligadas ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) entre as medidas implementadas.

Em sentido contrário, a líder da bancada do MpD, Eneida Morais, fez uma apreciação negativa das contas e do relatório de actividades apresentados pelo executivo camarário.

Segundo a eleita municipal, a taxa de realização dos investimentos públicos ficou aquém das expectativas, afirmando que o orçamento aprovado para 2025 ultrapassava os 350 mil contos, mas que a câmara executou menos de metade desse montante.

A deputada municipal referiu ainda que estavam previstos investimentos públicos na ordem dos 249 mil contos, mas que a execução rondou apenas os 42 mil contos, correspondendo, segundo disse, a cerca de 20% de realização.

Eneida Morais criticou igualmente o conteúdo do relatório do plano de actividades, alegando que o documento inclui tarefas rotineiras da câmara apresentadas como grandes realizações.

A sessão incluiu ainda a apreciação de um pedido de autorização para alienação de um edifício pertencente ao património da Câmara Municipal.

WM/JMV

Inforpress/Fim

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