Presidente da UCID pede “maior equilíbrio político” em Cabo Verde a partir de 2026

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Presidente da UCID pede “maior equilíbrio político” em Cabo Verde a partir de 2026
17/12/25 - 08:13 pm

Cidade da Praia, 17 Dez (Inforpress) - O presidente da UCID considerou hoje que Cabo Verde precisa, a partir de 2026, de um maior equilíbrio do sistema político nacional visando reforçar o diálogo, melhorar a definição de políticas públicas e ampliar oportunidades para os cidadãos.

Em declarações à imprensa, à margem das jornadas regionais do partido,  João Santos Luís sublinhou que o actual contexto político exige mais abertura e humildade na governação, considerando que esses elementos são fundamentais para responder de forma eficaz às necessidades da população.

Segundo afirmou, um cenário de maior equilíbrio político permitirá a construção de políticas públicas mais assertivas, capazes de promover o desenvolvimento do país e de garantir uma governação mais próxima das pessoas.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) considerou que o Governo, apesar de governar com maioria absoluta, tem falhado no dever de ouvir os cidadãos e os jovens.

O Governo, mesmo a governar com maioria absoluta, tem a obrigação de respeitar o cidadão, tem a obrigação de ouvir as opiniões dos jovens, dos cidadãos, para poder fazer uma boa governação, para poder governar para as pessoas, e isto não vem acontecendo”, apontou.

No seu entender, uma boa governação exige respeito pelo cidadão e abertura às diferentes opiniões, apontando que os esforços recentes do Governo não compensam a falta de resultados ao longo do mandato".

“Não se consegue fazer em seis meses o que se devia fazer em cinco anos”, sublinhou.

O dirigente partidário criticou ainda a multiplicação de lançamentos de obras, considerando que essas iniciativas não substituem uma estratégia estruturada de desenvolvimento.

“Há muitos lançamentos de pedras, lançamento de obras, mas isso é chover no molhado, porque podia-se efectivamente trabalhar o país com planos plurianuais, com a afectação  de recursos que levassem à concretização de objectivos e políticas públicas que vão ao encontro dos cidadãos”, finalizou.

CM/AA

Inforpress/Fim

 

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