Presidente da Fundação 3D aponta défice de conhecimento da história política em Cabo Verde

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Presidente da Fundação 3D aponta défice de conhecimento da história política em Cabo Verde
24/04/26 - 12:52 pm

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) –  O presidente da Fundação 3D, Hélio Sanches, apontou hoje a existência de um défice de conhecimento da história política em Cabo Verde, explicando que a organização tem actuado na sua promoção para incentivar a participação cívica dos jovens.

Hélio Sanches falava à Inforpress durante o fórum “25 de Abril e Cabo Verde: Da Revolução à Democracia – Liberdade que une, História que transforma” promovido pela instituição na Biblioteca Nacional, na Praia, com o intuito de dotar a nova geração de cabo-verdianos, sobretudo estudantes, de conhecimentos sobre o papel do 25 de Abril na história do país.

Segundo o responsável, o 25 de Abril, designado a Revolução dos Cravos em Portugal, teve um impacto decisivo na independência das colónias portuguesas, incluindo Cabo Verde.

“A nova geração, infelizmente, não tem esse conhecimento, não conhece o impacto que o 25 de Abril teve na nossa história política contemporânea”, esclareceu, avançando que o fórum é direccionado, essencialmente, a estudantes universitários e do 12.º ano.

O propósito, esclareceu, é o de transmitir um conhecimento da história, abordando tanto as suas virtudes como os seus defeitos, explicar o que aconteceu antes e depois da revolução e reconhecer os protagonistas desse período.

No evento, estiveram presentes os antigos presos políticos, que partilharam as suas experiências com os alunos.

Entre os oradores, esteve presente Carlos Santos, do Tarrafal, estudioso do 25 de Abril que vivenciou a libertação dos presos políticos, e João António dos Reis com o tema “da revolução à democracia”.

O responsável considerou ainda que o fórum permitirá desmistificar a ideia de que a revolução foi importante apenas para Portugal, defendendo que o golpe de Estado, que derrubou o regime de Salazar, teve um papel fundamental para os povos das ex-colónias, ao abrir caminho para a descolonização, o fim da guerra colonial e a independência.

“O futuro de Cabo Verde depende da nossa juventude, mas os jovens devem estar preparados”, disse, acrescentando que a fundação pretende criar espaços de debate e reflexão, envolvendo intelectuais, historiadores, políticos e a comunicação social.

Hélio Sanches adiantou ainda que a Fundação 3D tem sido bem acolhida pela população, enaltecendo o interesse crescente de diferentes sectores como historiadores, políticos e intelectuais nas suas iniciativas.

Segundo explicou, a organização assenta em três pilares, nomeadamente, democracia, desenvolvimento sustentável e inclusivo e direitos humanos.

LT/HF

Inforpress/Fim

 

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