Presidenciais2026: PP acolhe “com bons olhos” número de pré-candidatos mas ainda sem candidato para apoiar

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Presidenciais2026: PP acolhe “com bons olhos” número de pré-candidatos mas ainda sem candidato para apoiar
17/09/26 - 01:17 pm

Cidade da Praia, 17 Set (Inforpress) - O Partido Popular (PP) acolhe “com bons olhos” o número de pré-candidatos às eleições presidenciais, pois “a multiplicidade de candidaturas demonstra que a democracia funciona” em Cabo Verde, mas afirma que ainda não decidiu apoiar alguma candidatura.

A posição foi expressa hoje, em declarações à Inforpress, pelo presidente do PP, Amândio Vicente, a propósito do posicionamento do partido relativamente às eleições presidenciais do dia 15 de Novembro e de um eventual apoio a uma candidatura.

Amândio Vicente considerou normal o surgimento de vários pré-candidatos à Presidência da República, sublinhando que a apresentação de candidaturas por diferentes grupos de cidadãos demonstra a liberdade e o direito de participação política.

“Esses grupos de cidadãos que apresentam as candidaturas são sempre bem-vindos para a democracia. É mais uma opção para o cidadão escolher quem é que quer votar para a Presidência”, afirmou.

O líder do PP recordou que houve períodos em que Cabo Verde teve apenas um candidato à Presidência da República, situação que classificou como “muito triste”, defendendo que agora será necessário avaliar a capacidade dos diferentes candidatos e se estes apresentam propostas capazes de contribuir para o país.

Quanto a um eventual apoio do partido a uma candidatura, Amândio Vicente disse que a questão ainda será alvo de debate interno.

“É um debate interno que vamos fazer. Ainda não sabemos. Nós somos cidadãos livres para escolher o candidato que queremos”, afirmou, acrescentando que o PP não tem, neste momento, nenhum candidato em particular.

Amândio Vicente aproveitou para defender uma alteração do sistema político cabo-verdiano, com o  argumento de que a função presidencial, no actual sistema parlamentar, tem pouca influência directa na vida e no bem-estar dos cidadãos.

Segundo o presidente do PP, o partido defende a adopção de um sistema presidencialista, no qual o Presidente da República assumiria também funções executivas.

“A função presidencial, pela Constituição da República, tem pouca relevância na vida, no bem-estar social do cidadão”, sustentou.

Para Amândio Vicente, no actual modelo, o Presidente da República dispõe de “pouco trabalho, pouca atribuição e função”, considerando que muitas das suas competências não têm reflexo directo no quotidiano dos cidadãos.

“Nós não vemos a função presidencial como algo que tem impacto na vida do cidadão”, afirmou, justificando que o PP concorre às eleições autárquicas e legislativas por considerar que os cargos municipais e parlamentares têm maior impacto directo na vida das pessoas.

“Então, para nós, a função presidencial e o próprio sistema deviam mudar. Se o Presidente da República fosse chefe do Governo, tinha mais um órgão de soberania apenas com pouca actividade, pouca função, pouca atribuição”, argumentou.

Formalizaram as suas candidaturas presidenciais junto do Tribunal Constitucional os pré-candidatos Jorge Luís dos Santos, Gilson Alves, José Maria Neves, Amadeu Oliveira, Joana Rosa, Antero Tavares, Fernando Rocha Delgado, Casimiro Pina, Péricles Tavares e Loisito Tavares Sousa.

DG/AA

Inforpress/Fim

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