Cidade da Praia, 23 Out (Inforpress) – O ministro da Administração Interna, Carlos Sena, assegurou hoje que a Polícia Nacional continuará a assegurar a segurança dos jornalistas durante a campanha presidencial, independentemente da decisão dos candidatos sobre o acompanhamento policial.
Em declarações prestadas aos jornalistas, à margem da cerimónia de abertura da III edição da EXPO Polícia Nacional, na cidade da Praia, o governante afirmou que a protecção dos profissionais da comunicação social se enquadra na actividade regular da Polícia Nacional e não depende das decisões individuais dos candidatos.
A posição do ministro surge na sequência da decisão do candidato presidencial Gilson Alves de dispensar o acompanhamento policial durante as actividades da campanha eleitoral.
“A liberdade individual deve ser respeitada. Cada pessoa tem o direito de tomar as suas próprias decisões, e ninguém é obrigado a aceitar um determinado modelo de segurança”, declarou.
Segundo Carlos Sena Teixeira, o Estado garante a segurança, mas cada candidato tem o “livro arbítrio” de decidir se pretende beneficiar da protecção disponibilizada pela Polícia Nacional ou se prefere outro modelo de segurança que considere mais adequado.
Relativamente aos jornalistas que acompanham as actividades de campanha no terreno, o ministro assegurou que a Polícia Nacional continuará a desempenhar as suas funções de segurança no âmbito da actividade diária da instituição.
“Essa protecção não depende da decisão individual do candidato, mas do trabalho regular da instituição”, afirmou, reiterando que a segurança dos profissionais da comunicação social continuará a ser assegurada pela Polícia Nacional.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito Tavares de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
KA/HF
Inforpress/Fim
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