Preços mundiais do açúcar mantêm tendência de alta enquanto milho e arroz recuam

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Preços mundiais do açúcar mantêm tendência de alta enquanto milho e arroz recuam
08/10/26 - 05:37 pm

Porto Inglês, 08 Out (Inforpress) – Os preços mundiais de exportação de açúcar mantiveram a tendência de alta na semana de 30 de Setembro a 06 de Outubro, enquanto milho e arroz registaram novas descidas.

Segundo o boletim semanal do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), as perspectivas de redução da produção de açúcar, devido aos impactos do fenómeno El Niño nas culturas da Índia, Tailândia e Brasil, contribuíram para a subida das cotações internacionais.

No mercado do milho, os preços de exportação mantiveram a tendência de baixa da semana anterior. Nos Estados Unidos, o aumento dos “stocks” e a fraca procura pressionaram as cotações, enquanto na Argentina os preços recuaram cerca de 2,3 por cento (%).

Na Argentina, a sementeira da campanha 2026/27 atingiu 19% de conclusão até 01 de Outubro. No Brasil, a sementeira da primeira safra de milho estava 31% concluída até 02 de Outubro.

Os preços do trigo apresentaram um comportamento misto. Na Rússia mantiveram-se estáveis, enquanto na União Europeia subiram, influenciados pela desvalorização do euro e pelas hostilidades no Mar Negro.

No mercado do arroz, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa, com a redução da procura a pressionar as cotações na Tailândia e no Vietname.

O óleo de soja apresentou igualmente um comportamento misto, com uma descida de cerca de 0,8% na Argentina e uma subida de aproximadamente 2,1% no Brasil.

Quanto ao açúcar, os preços mantiveram a tendência de alta. No Brasil, a produção de açúcar na região Centro-Sul caiu 14,4% na campanha 2026/27, para 26,1 milhões de toneladas, até 15 de Setembro.

Na Índia, o Governo fixou em 1,4 milhões de toneladas a quota de açúcar destinada ao mercado interno para a primeira quinzena de Outubro, abaixo dos 2,4 milhões de toneladas atribuídos para o mesmo período de 2025.

As cotações mundiais do frete marítimo apresentaram, por sua vez, uma tendência de baixa face à semana anterior.

RL/HF

Inforpress/Fim

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