
Ribeira Brava, 02 Out (Inforpress) – Os preços mundiais de exportação de trigo e arroz registaram uma tendência de baixa na semana de 23 a 29 de Setembro, enquanto as cotações do açúcar subiram e as do óleo de soja mantiveram comportamento misto.
Segundo o Boletim INFO Semanal Nº 38/2026 do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços de exportação do trigo diminuíram face à semana anterior, com ligeiras quedas na Rússia, influenciadas pela perspetiva de aumento da procura, enquanto na União Europeia a desaceleração da procura contribuiu para a redução das cotações.
Na Argentina, as perspetivas favoráveis para as culturas também pressionaram os preços.
De acordo com o boletim, no mercado do arroz, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa registada na semana anterior.
Na Tailândia, os movimentos cambiais contribuíram para a redução das cotações, enquanto no Vietname a fraca procura pressionou os preços, embora a oferta restrita tenha limitado a queda.
O óleo de soja apresentou um comportamento misto, na Argentina, as cotações aumentaram cerca de 0,9% em comparação com a semana anterior, enquanto no Brasil registaram uma diminuição de aproximadamente 3,0%.
Em relação ao açúcar, o boletim aponta para uma tendência de alta nos preços mundiais de exportação, no Brasil, a produção na região Centro-Sul deverá cair 42,5% na primeira quinzena de setembro, para 2,1 milhões de toneladas, enquanto o volume total de moagem de cana-de-açúcar poderá diminuir 35,4%, para 29,8 milhões de toneladas.
Na Índia, o país poderá necessitar de importar açúcar pelo segundo ano consecutivo, devido aos efeitos da escassez de água sobre a produção de cana-de-açúcar.
Quanto ao milho, os preços mundiais de exportação apresentaram igualmente uma tendência de baixa. Nos Estados Unidos, a moderação da procura e o bom ritmo dos trabalhos de campo influenciaram as cotações.
Na Argentina, a sementeira da campanha 2026/27 atingiu 13% em 24 de setembro, contra 7% na semana anterior, enquanto no Brasil o plantio da primeira cultura de milho da mesma campanha estava 29% concluído até 25 de setembro.
O SNSAN salienta ainda que a baixa no mercado do trigo, a moderação da procura e o bom ritmo dos trabalhos de campo em importantes regiões produtoras pressionaram o mercado mundial de milho.
A valorização do dólar norte-americano, a lenta procura e as expectativas de resolução das tensões no Mar Negro influenciaram igualmente as cotações do trigo.
As cotações mundiais de frete marítimo, por sua vez, registaram uma tendência de alta em relação à semana anterior
WM/AA
Inforpress/Fim
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