
Porto Novo, 25 Jul (Inforpress) – Os produtores do inhame do Tarrafal de Monte Trigo, Porto Novo, em Santo Antão, manifestaram-se hoje impacientes com a demora na operacionalização do entreposto agrícola, construído nesta localidade há cerca de dois anos.
Os produtores pretendem colocar o produto nos mercados turísticos nacionais e também exportá-lo para o estrangeiro, razão pela qual estão ansiosos pela operação do entreposto, equipado para o tratamento pós-colheita, a embalagem e o transporte através de carrinha frigorifica
A Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo tinha pedido, recentemente, ao novo Governo para operacionalizar o entreposto agrícola local muito aguardado pela classe, que deseja exportar os excedentes para os mercadores turísticos.
Esta associação mostrou a sua preocupação com o facto de ainda este entreposto agrícola não estar a funcionar, dois anos após a sua construção.
Os agricultores acreditam que esta infra-estrutura vai ajudar a classe na conquista de novos mercados para o inhame e outros excedentes.
O entreposto agrícola foi construído no quadro do projecto agrícola do Tarrafal de Monte Trigo, financiado pelo Governo, através do Programa de Promoção de Actividades Socioeconómicas Rurais (Poser).
Tarrafal de Monte Trigo é um dos maiores produtores de inhame do país, mas os produtores têm tido dificuldades na colocação do produto no mercado nacional devido ao embargo imposto aos excedentes agrícolas de Santo Antão, desde 1984.
Os agricultores de Alto Mira e da Casa de Meio desejam também a instalação de um centro de tratamento pós-colheita nas respectivas localidades.
JM/CP
Inforpress/Fim
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