
Porto Novo, 13 Mar (Inforpress) – A escassez de água continua a inquietar os jovens agricultores da Casa de Meio, no concelho do Porto Novo, que insistem na necessidade de o Governo investir na mobilização de água nesse perímetro agrícola.
O porta-voz dos agricultores, Joaquim Lima, avançou que a falta de água constitui o maior desafio com que os jovens agricultores da Casa de Meio se deparam neste momento, pedindo ao Governo para investir neste domínio.
Joaquim Lima disse que as 90 toneladas de água disponibilizadas diariamente estão "muito aquém das necessidades" dos 47 lavradores, que precisam de, pelo menos, 150 toneladas de água diariamente para irrigar as suas parcelas.
Com as 90 toneladas de água, os jovens agricultores conseguem apenas irrigar uma parte da sua parcela, avançou.
“No meu caso, consigo irrigar apenas 25 por cento (%) da minha parcela, porque a quantidade de água disponível para os agricultores é insuficiente para atender às nossas necessidades”, sublinhou este agricultor, segundo o qual 150 toneladas de água por dia já dariam para atender à demanda.
O Ministério da Agricultura e Ambiente informou ter identificado a Casa de Meio como zona prioritária no quadro do programa de prospecção de água previsto para este município.
O projecto Jovens Agricultores da Casa de Meio foi promovido pela Associação para a Defesa do Património de Mértola (Portugal), com o cofinanciamento do Governo de Cabo Verde, do Instituto Camões, do Global Environment Facility (GEF -SGP) e ainda da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Este projecto consistiu na atribuição, por parte do Estado, de parcelas de terrenos aos jovens dessa localidade para a prática da agricultura.
O projecto, que foi implementado em 2018, incluiu a construção de um reservatório de 150 metros cúbicos de água, o equipamento de um furo com painéis solares que disponibiliza diariamente 90 toneladas de água e a instalação de uma rede de adução de água.
JM/ZS
Inforpress/Fim
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