
Praia, 09 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro reconheceu hoje as normas fitossanitárias como o principal entrave ao aumento do comércio entre Cabo Verde e Senegal, mas garantiu a criação de condições necessárias para acelerar as relações económicas entre os dois países.
Ulisses Correia e Silva falava à imprensa após receber uma delegação de empresários senegaleses, integrada numa missão promovida pelo Conselho Senegalês dos Carregadores (Cosec), que decorre de 07 a 11 do corrente mês na capital cabo-verdiana.
Segundo o chefe do Governo, apesar do interesse político e empresarial existente dos dois lados, persistem ainda dificuldades ligadas à entrada de produtos agrícolas e alimentares senegaleses no mercado cabo-verdiano.
“Não se trata de tarifas aduaneiras, é mais uma questão de normas fitossanitárias relativamente a produtos agrícolas e alimentares”, afirmou assegurando que o Governo já está a trabalhar para remover estes constrangimentos e facilitar as trocas comerciais.
Segundo Ulisses Correia e Silva, estes contactos irão envolver igualmente os serviços competentes do Senegal, com vista à harmonização dos procedimentos e à criação de um quadro que permita a entrada regular dos produtos senegaleses em Cabo Verde.
O chefe do Governo defendeu que esta criação de condições é essencial para acelerar as relações económicas entre os dois países, num momento em que já existe maior interesse por parte dos operadores económicos.
Ulisses Correia e Silva acrescentou que os obstáculos logísticos, outro dos factores que têm limitado as trocas comerciais, começam igualmente a ser ultrapassados, referindo que o reforço das ligações marítimas e aéreas entre Dacar e cidade da Praia deverá permitir “o despoletar da transacção económica, do comércio e dos investimentos”.
“A nível de transportes marítimos já começa a haver ligações e vão aumentar essas ligações, como foi aqui dito, que vai permitir com que possamos ter agora o despoletar, de facto, da transação económica, do comércio, dos investimentos, há um mercado aqui em crescimento, quer interno, quer no mercado turístico”, indicou.
O chefe do Governo lembrou ainda que muitas das empresas senegalesas interessadas no mercado cabo-verdiano já exportam para outros países com padrões fitossanitários exigentes, o que poderá facilitar o processo.
A missão do Cosec insere-se nos esforços de operacionalização do corredor marítimo Dacar–Praia e envolve representantes das actividades marítimas, da promoção das exportações e empresários senegaleses interessados no mercado cabo-verdiano.
CM/AA
Inforpress/Fim
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