
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – A UCID questionou hoje a retirada da resolução sobre os Direitos Humanos e dos Povos que seria aprovado e ratificado e posteriormente depositado no Tribunal da CEDEAO para o benefício dos cabo-verdianos.
O deputado e presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), João Santos Luís, falava durante a primeira sessão ordinária do ano da Assembleia Nacional, que decorre até esta sexta-feira, 10.
Segundo o parlamentar, a política externa deve abranger uma série de actividades diplomáticas e económicas, destinadas a salvaguardar os valores, interesses e segurança do país na arena internacional.
As habilidades diplomáticas aliadas ao conhecimento dos contextos regionais e internacionais, análises estratégicas e uma visão abrangente dos interesses nacionais, devem elevar o país ao mais alto nível, sublinhou o deputado.
Por conseguinte, contestou a retirada da resolução, explicando que por meio da política externa, o país define suas prioridades, estabelece parcerias, participa de acordos internacionais e busca influenciar os acontecimentos no cenário mundial.
Disse que no cenário global complexo da actualidade, a política externa continua a desempenhar um papel fundamental para os países em sua interação com outras nações.
Políticas, enfatizou, que englobam áreas estratégicas e que devem promover os interesses nacionais e enfrentar os desafios globais em diferentes sectores como a defesa e Zona Económica Exclusiva (ZEE).
O deputado aproveitou a ocasião para alertar sobre as medidas que poderão ser tomadas pelos Estados Unidos com a entrada da nova administração, no dia 20 de Janeiro, com a posse do presidente eleito Donald Trump.
Conforme explicou, com uma vasta imigração de cabo-verdianos nos EUA, o país pode vir a sentir “um grande e forte impacto” caso as medidas forem realmente efectivadas.
LT/AA
Inforpress/Fim
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