
Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – O ministro Victor Coutinho ressaltou hoje, no parlamento, a importância das infra-estruturas para o desenvolvimento económico e social de Cabo Verde, evidenciando que o seu impacto vai muito além dos números apresentados em relatórios e estatísticas.
“Eu vim aqui falar essencialmente do impacto das infra-estruturas na vida real das pessoas, que às vezes não entram nos relatórios”, afirmou.
O governante fez estas considerações no debate sobre a infra-estruturação do país, tema esse agendado a pedido do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição).
Durante as suas visitas ao interior de Santiago e de outras ilhas, o ministro compartilhou episódios que evidenciam os efeitos concretos das obras.
“Uma senhora de 70 anos relatou a tranquilidade de ver a sua casa resistir aos ventos e à chuva, garantindo segurança e conforto para os netos”, indicou Victor Coutinho, apontando um outro exemplo, desta feita, no Sal, em que uma criança deixou de sentir vergonha de morar numa barraca após sua família receber uma habitação digna, “resultado de políticas públicas que beneficiaram 4.716 famílias”.
O ministro destacou ainda as melhorias no sector agrícola e logístico. Na Ribeira de Caibros, em Santo Antão, agricultores agora transportam produtos inteiros e em boas condições ao mercado, graças às estradas recém-construídas.
Segundo Coutinho, nos últimos anos, Cabo Verde investiu 18,4 milhões de contos na construção de mais de 450 quilómetros (km) de estradas, ampliando a rede nacional para 1.200 km, com outros 250 km em execução, prevendo-se chegar a 1.400 km em breve.
A infra-estrutura marítima e urbana também recebeu atenção do ministro.
Intervenções em orlas marítimas de localidades como Baía das Gatas, Porto Novo e Tarrafal foram destacadas pelo ministro como essenciais para o turismo e para a valorização da cultura local.
“Não estamos apenas a fazer obra, estamos a cuidar da nossa alma”, indicou o governante.
Na área da energia, frisou Victor Coutinho, Cabo Verde atingiu 98 por cento (%) de electrificação das famílias, com crescente uso de energia solar e eólica, prevendo-se alcançar 50% de energia limpa até 2030.
Victor Coutinho enfatizou que todas essas obras não servem a partidos ou governos, mas a Cabo Verde e ao bem-estar da população.
“Cabo Verde não é um cargo, não é um partido, não é uma bandeira política”, concluiu o governante, reforçando a visão de desenvolvimento com dignidade.
LC/HF
Inforpress/Fim
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