Países lusófonos reforçam resposta a emergências médicas com apoio da OMS e da China

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Países lusófonos reforçam resposta a emergências médicas com apoio da OMS e da China
16/09/26 - 11:58 am

Adis Abeba, 16 Set (Inforpress) – Cinco países africanos lusófonos desenvolveram planos de acção para reforçar a rapidez e a capacidade de resposta das equipas médicas de emergência durante epidemias, desastres e outras emergências de saúde, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe desenvolveram os planos durante o primeiro seminário regional da OMS, desenhado especificamente para os países de língua portuguesa, com apoio da China e da Região Administrativa Especial de Macau.

Os especialistas da OMS e as delegações nacionais trabalham em conjunto para avaliar capacidades existentes, identificar lacunas operacionais e definir acções prioritárias para a formação de equipas nacionais com formação, equipamento e coordenação adequados.

Os planos de acção resultantes definem as responsabilidades e as ações para os próximos 12 a 24 meses, proporcionando uma base para uma ação nacional sustentada, apoio técnico contínuo da OMS e progressos mensuráveis no sentido da prontidão operacional.

A Região Africana da OMS regista anualmente mais de 100 emergências de saúde pública, que vão desde surtos de doenças e catástrofes relacionadas com o clima até crises humanitárias.

Embora 27 países estejam a desenvolver equipas médicas de emergência nacionais, apenas 12 alcançaram a prontidão operacional em conformidade com as normas mínimas da OMS.

Os progressos entre os países de língua portuguesa têm sido parcialmente limitados pelo acesso restrito a orientação especializada e por barreiras linguísticas.

“Uma resposta de emergência eficaz depende de equipas nacionais que possam ser mobilizadas rapidamente e operar de forma eficaz desde o início”, afirmou Marie-Roseline Darnycka Bélizaire, diretora regional de Emergências da OMS em África.

Durante o seminário, foi apresentada a abordagem em 10 etapas da OMS para o desenvolvimento de equipas médicas de emergência nacionais e a sua integração nos sistemas existentes de resposta a emergências de saúde.

Com base nas experiências adquiridas com a covid-19, a cólera, os ciclones e outras emergências, as delegações analisaram os mecanismos de governação, financiamento, recursos humanos, equipamento, logística e coordenação necessários para estabelecer uma equipa nacional sustentável.

Inforpress/Lusa

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