Organização do festival nacional quer colocar a tabanka ao lado da morna e projetá-la além-fronteiras

Inicio | Cultura
Organização do festival nacional quer colocar a tabanka ao lado da morna e projetá-la além-fronteiras
11/06/26 - 01:26 pm

Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) - A promotora do Festival Nacional de Tabanka afirmou hoje que a primeira edição do evento, realizada de 05 a 07 de Junho, na ilha do Maio, constituiu um marco na valorização da tabanka e na sua projeção além-fronteiras.

Em declarações à Inforpress, durante o balanço da iniciativa, Carla Dono destacou que o principal objectivo do festival é contribuir para que a tabanka alcance o mesmo nível de reconhecimento de outras manifestações culturais cabo-verdianas já amplamente promovidas dentro e fora do país.

“O nosso objetivo é colocar a tabanka lado a lado com outras grandes expressões culturais cabo-verdianas, como a morna, o batuco, o funaná e a coladeira, e projetá-la além-fronteiras”, afirmou.

Segundo este responsável, a tabanka é uma das manifestações culturais mais antigas e emblemáticas de Cabo Verde, mas continua a necessitar de maior visibilidade e reconhecimento, tanto a nível nacional como internacional.

Neste sentido, explicou que o festival foi concebido como um espaço de encontro entre grupos, guardiões, reis e rainhas da tabanka, promovendo a troca de experiências e reforçando o compromisso coletivo com a preservação desta tradição.

A primeira edição reuniu grupos provenientes da Cidade Velha, Salineiro, Salina de Santa Cruz, Várzea, além de representantes da ilha do Maio, proporcionando momentos de intercâmbio cultural e reflexão sobre os desafios da preservação desta expressão cultural.

Conforme avançou, o programa integrou ainda workshops, rodas de conversa e atividades formativas destinadas a fortalecer a organização dos grupos e a transmissão dos conhecimentos às novas gerações.

Carla Dono salientou que os praticantes da tabanka desempenham um papel fundamental na salvaguarda desta herança cultural, muitas vezes sem qualquer retorno financeiro, movidos apenas pelo desejo de manter viva uma tradição que atravessa gerações.

A promotora considerou positivo o balanço da primeira edição, apesar dos desafios logísticos e das alterações de datas que antecederam a realização do evento.

“O sentimento é de realização e gratidão. Conseguimos reunir os grupos, mobilizar a comunidade e demonstrar que a tabanka tem potencial para crescer e conquistar novos espaços”, sublinhou.

A organização pretende agora dar continuidade ao projecto, levando futuras edições do Festival Nacional de Tabanka a outras ilhas do arquipélago e reforçando a promoção desta manifestação cultural junto da diáspora e de públicos internacionais.

Para Carla Dono, a valorização da tabanka é uma responsabilidade coletiva e uma forma de preservar uma das mais importantes marcas da identidade cultural cabo-verdiana.

CM/AA

Inforpress/Fim

Partilhar