
Cidade da Praia, 28 Set (Inforpress) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje para a importância de reforçar a prevenção e o controlo de infecções nas estruturas de saúde em Cabo Verde, visando travar contágios em ambiente hospitalar.
A advertência foi feita pela representante da organização no país, Ann Lindstrand, à margem da abertura de uma formação nacional sobre Requisitos Mínimos de Prevenção e Controlo de Infecções (PCI) e Ferramentas de Avaliação da OMS, na cidade da Praia, dirigida a profissionais do sector.
A responsável sublinhou que, apesar dos avanços registados, o arquipélago precisa de aprimorar a vigilância sanitária, focando atenções no saneamento, na qualidade da água, na higienização das mãos, na desinfecção e no circuito dos doentes nos estabelecimentos de saúde.
“Além dos profissionais de saúde, deve haver uma mudança de comportamento e de cultura de higiene, porque sabemos que há infecções contraídas dentro das estruturas que são preveníveis”, defendeu Ann Lindstrand, frisando a necessidade de melhorias contínuas.
Na abertura do encontro, o secretário de Estado da Saúde, Artur da Veiga, destacou a relevância da iniciativa para fortalecer a preparação nacional contra ameaças sanitárias.
“Precisamos estar preparados para lidar com as infecções, com as ameaças e dar respostas onde for necessário”, assegurou Artur da Veiga, afirmando que cada profissional de saúde deve ser "veículo de transmissão de conhecimento" para os colegas e estarem cientes dos cuidados.
Ainda sobre as infecções, o governante afiançou ainda que os casos de covid-19 estão “sob controlo” e que o país mantém a ausência de casos autóctones de paludismo, estando a trabalhar no combate às doenças de transmissão vetorial na época das chuvas.
A formação, promovida pela Direcção Nacional da Saúde em parceria com a OMS, decorre durante cinco dias na capital do país.
Durante esse período vão ser abordados temas relacionados com as infecções associadas aos cuidados de saúde, segurança do doente e dos profissionais, preparação e resposta a surtos, higiene das mãos, limpeza e desinfecção, gestão de resíduos e utilização adequada de equipamentos de protecção individual.
OS/CP
Inforpress/Fim
Partilhar