Óbito: Morreu Carvalho Santos, um dos pioneiros do jornalismo pós-independência de Cabo Verde

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Óbito: Morreu Carvalho Santos, um dos pioneiros do jornalismo pós-independência de Cabo Verde
20/03/26 - 01:34 pm

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – O jornalista Carvalho Santos, tido como uma referência para o jornalismo cabo-verdiano, e pioneiro da imprensa moderna em Cabo Verde, faleceu hoje, na cidade da Praia, aos 72 anos, vítima de doença prolongada, informou a família.

Alfredo Carvalho Santos integrou a chamada primeira geração de jornalistas do pós-independência e integrou o histórico jornal Voz di Povo, um dos mais importantes órgãos de comunicação social do país nessa fase. Trabalhou ao lado de outros nomes relevantes da imprensa cabo-verdiana como Arnaldo Andrade, Daniel dos Santos, Aristides Lima, José Filomeno Monteiro, Aldegundes Tolentino e Franklin Palma.

Reagindo a esta perda, Simão Rodrigues, chefe de redacção da Inforpress, onde Carvalho Santos foi administrador e jornalista, disse ter recebido a notícia com “profunda tristeza”.

“Foi com ele que iniciei as minhas pisadas no mundo do jornalismo no extinto jornal Voz di Povo e, posteriormente, na Inforpress”, afirmou Simão Rodrigues, para quem Carvalho Santos foi e continua a ser uma “referência para o jornalismo cabo-verdiano”.

Simão Rodrigues, reconhece em Carvalho Santos o colega que bem cedo acreditou nele e lhe abriu as portas e a paixão pela profissão que abraça há mais de três décadas.

Para Arnaldo Andrade, antigo colega do malogrado, Carvalho Santos, é mais um dos cabouqueiros da comunicação social cabo-verdiana que se vai.

“Presto minha homenagem ao amigo, colega com quem tive oportunidade de trabalhar na mesma redacção, ultrapassando tudo quanto era obstáculo, ou seja, quase tudo, para fazer chegar a informação de Cabo Verde e do mundo às pessoas nas ilhas e nas casas”, afirmou Arnaldo Andrade, acrescentando que, inicialmente, foi jornalismo da causa da libertação nacional e da construção de um Estado considerado tarefa impossível.

Na época, frisou Andrade, todos os sacrifícios pessoais eram necessários.

“E fazíamos com gosto. Era o espírito da época, e Carvalho Santos com a sua paciência e proverbial calma e sabedoria, transformava a fragilidade física em resiliência em todas as situações”, esta é a imagem dele que guardo para sempre.

O malogrado foi também presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC).

Por ocasião do 40.º Aniversário da Independência de Cabo Verde, em 2015, Carvalho Santos foi agraciado, juntamente com mais jornalistas, com o Primeiro Grau da Medalha de Mérito, em reconhecimento ao seu trabalho e dedicação ao jornalismo.

O funeral de Carvalho Santos está previsto para este sábado, 21, às quatro horas da tarde, no cemitério da Várzea. Entretanto, antes o corpo é velado no salão da Igreja do Nazareno, no Platô, de onde sai para a cerimónia religiosa no Centro Paroquial de Nossa Senhora da Graça (Praia).

LC/CP

Inforpress/Fim

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