
** NOTA DE ESCLARECIMENTO ***
Cidade da Praia, 23 Set (Inforpress) - A Inforpress - Agência Cabo-verdiana de Notícias, no âmbito da sua política de imparcialidade, rigor e igualdade de oportunidades a todos os concorrentes, buscou contactar, de forma equitativa, todos os candidatos validados pelo Tribunal Constitucional para as Eleições Presidenciais de 15 de Novembro, mantendo o mesmo procedimento com os demais, assim que a lista foi oficializada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Daí vir hoje a público esclarecer os seus leitores e a opinião pública sobre uma atitude provocante, reprovável e inqualificável por parte do candidato à Presidência da República, Gilson Alves, direccionada à jornalista deste órgão indigitada para acompanhar a validação da sua candidatura.
Ao ser abordado para exprimir a sua reacção escrita ou gravada, em crioulo ou em português, o candidato Gilson Alves limitou-se a responder com as frases: “A chi la gloria? A chi la gloria?” A noi! “Oderint dum metuan” (tradução livre: "A quem a glória? A quem a glória? A nós! Que nos odeiem, desde que nos temam").
Perante a insistência profissional da jornalista para obter uma declaração clara e percetível para os leitores, um requisito fundamental de rigor jornalístico, o candidato proferiu palavras insultuosas, obscenas e ameaçadoras contra a repórter, acusando-a sem fundamento de "histeria", "censura", "discriminação" e de tentar dar-lhe "ordens" sobre o seu discurso de campanha.
Entre as ofensas dirigidas por escrito à profissional, registam-se expressões como: “Você não está nesta m…. para me ordenar à p… de nada. Ainda não secou a tinta da decisão do TC, e vocês já estão a f…. o juízo? P…q…p…. Acalme-se nesta m…. Você não ordena o Gilson Alves a nada.”
A Inforpress optou por omitir a transcrição integral dos termos utilizados para não rebaixar a sua cobertura ao mesmo nível de vulgaridade, preservando a notoriedade e a postura que se exigem a um órgão de comunicação social responsável. A estas ofensas somaram-se ainda ameaças de queixa junto da CNE e da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC).
Em face do grave desrespeito de que foi alvo, a jornalista em causa invocou expressamente a objecção de consciência, recusando-se a realizar qualquer cobertura futura referente a este candidato presidencial, seja na qualidade de candidato ou em qualquer outra função, posição que a Inforpress compreende e respeita plenamente.
A Inforpress deixa claro que nenhum tipo de intimidação, insulto ou ameaça irá condicionar ou amedrontar o exercício do jornalismo livre e independente. Reafirmamos o nosso compromisso inabalável com a isenção, o rigor e o tratamento igualitário de todas as candidaturas, ao mesmo tempo que exigimos o devido respeito e garantias de segurança para todos os nossos profissionais no cumprimento das suas funções.
Cidade da Praia, 23 de Setembro de 2026
A Direcção da Inforpress
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