
Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) - A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) vai receber cerca de 14 milhões de euros pela participação da selecção nacional no Mundial 2026 e pela qualificação para os 16 avos de final da prova, anunciou, domingo, o presidente federativo.
Em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV), o líder federativo, Mário Semedo, explicou que o montante global resulta da soma dos prémios de preparação, participação e da passagem à fase a eliminar do torneio, sublinhando a importância de esclarecer os valores oficiais para evitar especulações.
De acordo com o dirigente, toda a quantia atribuída pela FIFA será rigorosamente canalizada para a cobertura de responsabilidades financeiras, custos logísticos e investimentos estruturais que a federação tem em curso.
Questionado sobre o forte interesse do mercado internacional em jogadores da selecção e no seleccionador nacional, Bubista, após a histórica prestação no campeonato do mundo, Mário Semedo considerou tratar-se de um “fenómeno perfeitamente normal no futebol”.
"É um fenómeno do futebol. Sempre trabalhámos e gerimos essas situações, tivemos vários treinadores que foram atraídos por outros mercados e continuamos a trabalhar e a ter resultados", afirmou o presidente da FCF.
Mário Semedo salientou que os jogadores já vinculados à selecção não podem representar outros países e defendeu que, pelo contrário, "a excelente campanha no mundial" poderá aumentar o interesse de outros futebolistas elegíveis em vestir a camisola de Cabo Verde.
O presidente da FCF enalteceu o contributo e o valor do futebol local, rejeitando a ideia de que o sucesso da equipa nacional dependa exclusivamente de atletas formados no estrangeiro.
"Os três melhores marcadores de sempre da selecção nacional nasceram, cresceram e competiram em Cabo Verde. Os jogadores mais internacionais também são dessas mesmas gerações, o que mostra que há trabalho de qualidade feito no país", sublinhou.
Ainda assim, o responsável defendeu o reforço da formação no arquipélago, através da melhoria da qualificação dos técnicos e a introdução de uma nova regulamentação para o sector.
"Temos que certificar as escolas, definir o perfil dos formadores e criar uma lei-quadro para a formação em Cabo Verde. Há muita coisa que precisa de ser melhorada", apontou.
Neste âmbito, Mário Semedo revelou que a FCF promoveu um congresso dedicado em exclusivo ao futebol cabo-verdiano, reunindo clubes, associações e outros agentes desportivos para debater o futuro da modalidade.
"Temos que ouvir os clubes, as instituições e a sociedade numa perspectiva de desenvolvimento do futebol cabo-verdiano", concluiu.
CG/CP
Inforpress/Fim
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