Mpox: Aeroporto e porto da Praia reforçados com vigilância sanitária contra doenças infeciosas - delegado

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Mpox: Aeroporto e porto da Praia reforçados com vigilância sanitária contra doenças infeciosas - delegado
27/08/26 - 01:24 pm

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – A Delegacia de Saúde da Praia e as equipas de vigilância sanitária estão “em alerta máximo e totalmente preparadas” para identificar e conter possíveis casos de doenças infeciosas nos portos e aeroportos do país.

A garantia foi dada à Inforpress pelo delegado de Saúde da Praia, Odair Carvalho, que destacou a importância estratégica do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, apontando-o como o ponto mais vulnerável devido à ligação de voos com a região da África Ocidental, onde se registam os casos do vírus mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos.

Segundo Odair Carvalho, o reforço e a articulação das diretrizes de segurança sanitária seguem um protocolo nacional rigoroso, já existente em todos os aeroportos internacionais do arquipélago.

“No caso de haver algum passageiro que manifeste sintomas suspeitos durante a viagem, os pilotos e as tripulações estão instruídos a reportar de imediato a situação às autoridades em terra”, precisou o médico.

A mesma fonte salientou ainda que nestes casos as equipas do sector da saúde nos aeroportos e portos devem encaminhar os suspeitos para o hospital.

Informou ainda que as equipas nos dois pontos de entrada da capital estão equipados e preparados para realizarem procedimentos médicos no local, e a estrutura logística, afirmou, garante uma resposta imediata.

Neste momento, explicou, o plano de contingência nacional reforçou o espaço de isolamento e a triagem eficaz antes que o vírus ou a infeção entrem no território nacional, tendo em conta o histórico de surtos e casos registados em países próximos da sub-região, como a Guiné-Bissau.

Perante qualquer situação, a equipa de serviço entra em concertação com a delegacia de saúde, que coordena o trabalho com o Programa de Vigilância do Ministério da Saúde.

A Guiné-Bissau enfrenta o seu primeiro surto de transmissão comunitária ativa, com dezenas de casos suspeitos acumulados e confirmações laboratoriais concentradas, principalmente, em crianças com menos de 15 anos.

A mpox é uma doença viral infecciosa e zoonótica causada pelo mpox virus (MPXV). 

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, calafrios e ínguas dolorosas no pescoço, axilas ou virilhas.

As erupções cutâneas surgem poucos dias após a febre, evoluindo de manchas vermelhas para bolhas com líquido ou pus, que depois formam crostas.

Estas lesões localizam-se, habitualmente, nas palmas das mãos, solas dos pés, boca, olhos e regiões genitais ou anais.

A transmissão ocorre por contacto direto, ou seja, através das lesões de pele, fluidos corporais ou saliva de uma pessoa infectada, após contacto próximo e prolongado. 

O período de incubação varia de uma a duas semanas, mas pode durar até três semanas.

PC/AA

Inforpress/Fim

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